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13 de fev. de 2020

BANKSY O GÊNIO DO GRAFITE

Banksy é o pseudônimo de um artista pintor de graffiti, pintor de telas, ativista político e diretor de cinema britânico. A sua arte de rua satírica e subversiva combina humor negro e graffiti feito com uma distinta técnica de estêncil. 

Seus trabalhos abordam temas sociais e políticos, podendo ser encontrados em ruas, muros e pontes de cidades por todo o mundo, mas, principalmente em Bristol e Londres. 
A arte de Banksy nasceu da cena alternativa de Bristol, e envolveu colaborações com outros artistas e músicos. De acordo com o designer gráfico e autor Tristan Manco, Banksy nasceu em 1974 em Bristol (Inglaterra), onde também foi criado. Filho de um técnico de fotocopiadora, começou como açougueiro mas se envolveu com graffiti durante o grande boom de aerossol em Bristol no fim da década de 1980. Observadores notaram que seu estilo é muito similar a Blek le Rat, que começou a trabalhar com estênceis em 1981 em Paris, e à campanha de graffiti feita pela banda anarco-punk Crass no sistema de metro de Londres no fim da década de 1970. 

Conhecido pelo seu desprezo pelo governo que rotula graffiti como vandalismo, Banksy expõe sua arte em locais públicos como paredes e ruas, e chega a usar objetos para expô-la. Banksy não vende seus trabalhos diretamente, mas sabe-se que leiloeiros de arte tentaram vender alguns de seus graffitis nos locais em que foram feitos e deixaram o problema de como remover o desenho nas mãos dos compradores. O primeiro filme de Banksy, ‘Exit Through the Gift Shop’, teve sua estreia no Festival de Filmes de Sundance, foi oficialmente lançado no Reino Unido no dia 5 de março de 2010, e em janeiro de 2011 foi nomeado para o Oscar de Melhor Documentário.

Recentemente o grafiteiro colocou uma de suas mais famosas obras à venda em um leilão na famosa Sotheby's, em Londres. Quando o estêncil batizado de A Menina com Balão foi arrematado por 1,4 milhão de libras ( cerca de R$ 5 milhões), um dispositivo eletrônico foi acionado no quadro e o desenho foi picotado por um cortador de papel escondido.

O próprio Banksy fez piada de sua atitude postando no Instagram uma foto do momento em que a obra se autodestruía . Ele escreveu "Está indo, indo, foi...". "Parece que fomos Banksyficados", disse Alex Branczik, diretor da área de arte contemporânea da Sotheby's.
 A casa de leilão inglesa publicou um texto em seu site falando que o "inesperado incidente se tornou instantaneamente" um feito na história mundial da arte e que esta foi a primeira vez que um trabalho se autodestruiu automaticamente após ser leiloado.

O hotel com pior vista do mundo.
A obra mais recente do artista é o hotel inaugurado na Cisjordânia, que ele mesmo denomina como "a pior vista do mundo".  O The Walled Off deixa evidente sua crítica ao muro que divide a nação Palestina do estado de Israel, evidenciando mais uma tentativa de desconstruir ideias sobre o significado social do turismo,  com todas as janelas dos quartos voltadas para o muro que separa a cidade de Belém (essa mesma, onde Jesus nasceu) do resto de Israel. 
O The Walled Off (que faz um trocadilho com o The Waldorf, luxuoso hotel de Manhattan, Nova York) começou a receber reservas a partir do dia 11 de março, e deve permanecer aberto enquanto houver procura por parte dos hóspedes.
Além da vista – o muro de concreto gigantesco, intransponível e repleto de grafites (alguns do próprio Banksy) -, o hotel também será tomado pela arte sarcástica do inglês. Ele ainda convidou outros artistas – Sami Musa e Dominique Petrin – para ajudar na decoração dos ambientes.

O piano bar do hotel, que relembra típicos ambientes da burguesia inglesa – mas usando de muito sarcástico. Repare nas máscaras de oxigênio nas esculturas dos anjos no piano bar.
Em outro canto do piano bar, crianças brincam ao redor de uma torre de observação, enquanto uma escultura é envolta em fumaça de uma bomba de gás lacrimogêneo

Antes que imaginem que isso é uma piada, Bansky explica em seu site que não – o hotel é real, administrado pela comunidade local e aberto para receber pessoas dos dois lados do conflito e de qualquer lugar do mundo.
A inauguração do The Walled Off tem um propósito: o ano de 2017 marca o centenário do início da ocupação de tropas britânicas na Cisjordânia – que, segundo o site do hotel, ajudou a acelerar o conflito que já dura 100 anos. E, com muito sarcasmo, vem a justificativa: “na época em que escrevemos isso, não existiam eventos programados para marcar a ocasião.” Pois agora há.

E antes que definam o hotel como anti-semita, há uma nota no site que diz que The Walled Off é um estabelecimento independente, voltado para o turismo e lazer, totalmente construído e financiado por Banksy. “Não estamos alinhados a qualquer movimento ou grupo político. Nosso objetivo é contar a história do muro de acordo com a visão de cada um dos lados e dar aos visitantes a oportunidade de descobri-la por si próprios. Nós oferecemos um boas-vindas especialmente caloroso aos jovens israelitas. E não é permitido fanatismo nas nossas dependências”.
Detalhe de um dos quartos mostra um soldado israelita e um ativista palestino em uma guerra de travesseiros.

Para quem já esteve em Belém, o hotel vai funcionar em um prédio ao lado do Wall Mart, lojinha oficial do Banksy que fica em frente ao muro. Nessa loja, em que os itens mais populares são cartões-postais com grafites do artista inglês, é possível “alugar” uma lata de spray e escrever a sua mensagem bem colorida e linda no muro cinza.

 Esta não é a primeira vez que Banksy envolve-se com sarcasmo no mercado de turismo. Em 2015, com ajuda de mais de 50 artistas de rua, ele montou um parque de diversões disruptivo em uma cidade próxima a Bristol, na Inglaterra."a Disneylândia Sombria". A intenção era provocar uma crítica aos parques temáticos – em especial, ao Walt Disney World.

Um livro do ex-agente de Banksy,  Steve Lazarides, tem fotos que seriam do artista, mas nenhuma mostra seu rosto. Banksy de costas. É assim que o famoso artista britânico, que nunca teve sua identidade publicamente revelada, aparece em fotos inéditas publicadas agora em um livro no Reino Unido. As imagens de bastidor capturam o que aparantemente é Banksy em ação, criando diversas obras de arte famosas em vários locais. Nenhuma delas, no entanto, mostra seu rosto. Banksy valoriza muito seu anonimato —e é isso o que faz dessas fotos raras dele em ação muito mais interessantes.


Créditos: BBC NewsBrasil
https://blogdomuropixado.blogspot.com/2015/03/sobre-o-muro-pixado.html

25 de fev. de 2019

MAUP - Museu de Artes Urbanas do Porto Maravilha




Painel "Etnias" de Eduardo Kobra





Arte Urbana (street art, em inglês) designa um tipo de performance artística gráfica desenvolvida nos meios urbanos, dentre as quais se destaca o grafite.


A despeito de ser considerada uma arte que se perde como o tempo, o grafite, como expressão artística, foi capaz de impulsionar a transformação cultural e turística de regiões abandonadas de grande centros, como ocorreu no Soho, em Nova Iorque; no Wynwood Walls, em Miami, um pequeno bairro de armazéns e fábricas abandonados, que se tornou uma região cultural com enorme potencial turístico e econômico; ou o Wabash Arts Corridor, em Chicago, que transformou o bairro de South Loop em um hub artístico e cultural da cidade; ou ainda a região do muro de Berlim, à margens do Rio Spree, que renovou a sombria região onde surgiu a East Side Gallery, a céu aberto, com mais de 100 obras artísticas.

Obra no Wynwood Walls - Miami

Obra do Wabash Arts Corridor - Chicago
Acervo East Side Gallery

No Brasil temos também alguns exemplos de museus a céu aberto, como é o caso do Beco do Batman em São Paul, localizado na Vila Madalena, na zona oeste da cidade, em que um beco se transformou em um corredor cultural e turístico famoso.

Obra no Beco do Batman




Na cidade do Rio de Janeiro, com o advento da Olimpíada e o projeto de revitalização da abandonada região portuária, com a criação do Porto Maravilha,  em 2011, os cariocas foram presenteados na região que compreende o Boulevard Olimpíco, Santo Cristo e Gamboa, com o Museu do Amanhã, o AquaRio, o Museu do Mar e o seu primeiro museu de arte urbana a céu aberto, o MAUP - Museu de Artes Contemporâneas do Porto, que reúne hoje cerca de 50 obras de renomados artistas nacionais e internacionais da arte do grafite, que ocupam fachadas e laterais de prédios antigos e galpões daquelas regiões.
Obra do Francês Brusk - Acervo Maup

Além do objetivo de revitalização daquela área urbana, o MAUP busca também capacitar jovens da região para ajudar na pintura e reforma de fachadas, abrindo oportunidade de trabalho como guia turístico de arte urbana na região do Porto Maravilha, aonde já foram criadas mais de 50 obras de artistas de renome catalogadas e mapeadas em tres roteiros que podem ser conferidos a pé.

Obra Apolo Torres - Acervo Maup

Obras como o painel "Etnias" de Eduardo Kobra, que entrou para o Guiness Book como o maior grafite do mundo, podem ser vistas em um dos vários roteiros disponíveis, assim como obras de André Kajaman, um dos organizadores do projeto "Meeting of Favela", o maior evento colaborativo de grafite já realizado, entre outros. 

Obra Leon Keer - Acervo Maup

O roteiro do Boulevard Olímpico pode ser percorrido em duas horas e inclui 20 grafites de  artistas como a carioca Panmela Castro (anarkia boladona, no Boulevard Olimpício), grafiteira e ativista feminina, Rita Wainer, e da paulista Titi Freak. 
Obra Marcelo Ment - Acervo Maup

O roteiro de Santo Cristo é o mais extenso e pode ser percorrido em cerca de quatro horas, sendo composto por cerca de 50 murais localizados da  região da Gamboa até o Boulevard Olímpico, incluindo trabalhos dos artistas francês Brusk e do português Pantonio.

No Maup Art Center, localizado no Aqwa Corporate, também na Zona Portuária, é possível marcar visitas guiadas.

Informações: maup.rio



Fonte: 
Acervo Pier Mauá
Simplesmente Berlim
Acervo Wynwood Miami
Acervo Wabash Art Corridor Chicago










16 de set. de 2016

MOSTRA: PICASSO "MÃO ERUDITA"

Sinopse


Picasso Múltiplo
Mostra na Caixa Cultral reúne 109 obras do mestre espanhol, entre pinturas, gravuras, desenhos, escultura e cerâmicas

Em seus quase 92 anos de vida, o artista plástico espanhol Pablo Picasso (1881-1973) criou, de maneira incessante e compulsiva, uma obra inovadora e inigualável na história da arte. Celebrado como o gênio cubista de obras-primas como “As senhoritas de Avignon” (1907) e “Guernica” (1937), o malaguenho produziu milhares de peças nos mais variados suportes durante sua vasta carreira, entre pinturas , esculturas, desenhos, cerâmicas e gravuras. E é esse artista múltiplo, inquieto e incansável que a exposição “Picasso: mão erudita, olho selvagem” — em cartaz na Caixa Cultural desde terça, onde fica até o dia 20 de novembro — descortina ao público carioca.

Formada por peças do Museu Nacional Picasso-Paris, cuja maior parte da coleção é proveniente do acervo particular do próprio Picasso, a exibição tem curadoria de Emilia Philippot, de 34 anos, também curadora da instituição francesa.
Depois de passar por São Paulo, onde levou quase 400 mil pessoas ao Instituto Tomie Ohtake, a mostra traz ao Rio grandes trabalhos, como a escultura “Violão” (1924) e os quadros “Homem com violão” (1911), “Duas mulheres correndo na praia” (1922), “Banhistas jogando com bola” (1928), “Mulher chorando VII” (1937), “A cozinha” (1948) e “O beijo” (1969). No total, são 109 peças: 27 pinturas, 8 esculturas, 42 desenhos, 12 cerâmicas e 20 gravuras. Também enriquecem o mergulho no processo criativo de Picasso fotos de Pierre Manciet e de seu parceiro Andres Villers.

As dez seções da retrospectiva, organizadas cronologicamente, apresentam as diversas facetas do mestre espanhol; do jovem adolescente precoce que dominava os segredos da pintura, passando pelo revolucionário cubista e engajado, ao maduro senhor ainda apaixonado por mulheres e pela vida, que tirou arte de qualquer material até o último suspiro.
— Depois de comer um peixe, ele transformava a espinha em arte. Ele aproveitava tudo. Cada vez que criava algo, caso a peça tivesse alguma particularidade, ele a guardava. Quando Picasso morreu, sua família pagou os impostos da herança com obras dele, que viriam a formar o Museu Picasso-Paris. Por isso dizemos que esses são os “Picassos de Picasso” — explica Ricardo Ohtake, diretor do Instituto Tomie Ohtake, idealizador da mostra. 

Para o crítico de arte e professor do departamento de história da PUC-Rio Ronaldo Brito, Picasso foi o artista moderno por excelência:

— O que lhe interessava era formar e transformar. É o homem que quebrou a forma, cuja pulsão do fazer artístico responde também à era da máquina, à velocidade da vida moderna. Ele encarna a definição de “trans-formação”, com hífen mesmo. A amostragem exibida é significativa, não secundária. Quando saímos da última sala, só temos uma vontade: voltar.
1. O primeiro Picasso — Formação e influências

Destaques: “O homem de boné” (1895) e  “Café-concerto do Paralelo” (1900)

2. Picasso exorcista — As senhoritas de Avignon

Destaques: “Rapazinho nu” (1906), a escultura protocubista "Nu sentado" (1908) e os estudos para “As senhoritas de Avignon” (1907).

3. Picasso cubista — O violão

Destaques: "Homem com violão" (1911) e a escultura “Violão” (de 1924, ao lado).

4. Picasso clássico — A máscara da antiguidade

Destaques: “Duas mulheres correndo na praia” (1922) e "O baile da aldeia" (1922).

5. Picasso surrealista — As banhistas

Destaques: “Jogadores de bola na praia” (1928) e “Grande banhista com livro” (1937).

6. Picasso engajado — ‘Guernica’


Destaques: “Mulher chorando VII” (1937) e projeção do curta "Guernica" (1950), de Alain Resnais e Robert Hessens.

7. Picasso na resistência — Interiores e vanitas

Destaques: o autorretrato “O artista diante de sua tela” (1938) e "A cozinha" (1948)..

8. Picasso múltiplo — A alegria da experimentação

Destaque: seção de cerâmicas, como “Coruja com cabeça de mulher” (1953). 

9. Picasso trabalhando — ‘O mistério Picasso’


O nono módulo, na sala 2 do cinema da Caixa, exibe o documentário “O mistério Picasso” (1956), de Henri-Georges Clouzot, que registra o mestre trabalhando em seu estúdio, e “La vie commence demain” (1949), de Nicole Védrès, em sessão dupla (segunda a sexta, às 18h15m e às 20h15m; sábado e domingo, às 10h30m, às 13h, às 15h30m e às 18h).

10. O último Picasso — O triunfo do desejo


Destaques: “O beijo” (1969) e “O jovem pintor” (1972).

Serviço:

“Picasso: mão erudita, olho selvagem” 

Caixa Cultural. Av. Almirante Barroso 25, Centro — 3980-3815. Ter a dom, das 10h às 21h. Excepcionalmente, por causa da greve dos bancários, a visitação acontece de terça a sexta, das 18h30m às 21h; e aos sábados e domingos, das 10h às 21h. De sexta a domingo, a ação interativa Painting Experience promove a criação de telas digitais. Até 20 de novembro. Grátis. Livre.

Creditos: Sérgio Luz - O Globo

10 de mai. de 2016

A Ronda Noturna (De Nachtwacht)

O quadro A Ronda Noturna (De Nachtwacht foi pintado pelo holandês Rembrandt entre 1640/1642 e faz parte do acervo em exposição permanente no Riijksmuseum, em Amsterdã.

No ano de 1975, no dia 13 de janeiro, a tela foi atacada por um homem, diagnosticado com problemas mentais, que ingressou no museu com um canivete, desferindo golpes, que produziram cortes em zigzag na tela, danificando-a seriamente. Embora tenha sido restaurada com maestria, hoje ainda se pode ver rastros desse estrago na obra.

Dez anos depois, em novo atentado, um homem tentou atirar ácido na pintura, ataque esse frustrado pela segurança do museu, tendo atingido apenas o verniz, que protege a tela. Hoje esse quadro é protegido por uma vidro a prova de bala.

 A despeito do título da tela ser "Ronda Noturna", o nome original, segundo críticos, teria sido "A Companhia do Capitão Frans Banning Cocq e o Tenente Willen Ruyttenburg", conforme inscrição aposta em um esboço preparatório. 
Ainda no século XIX o quadro foi denominado como "Patrouille de Nuit", por críticos franceses da época, e "Night Watch" por Joshua Reynolds, a quem se atribui o nome atual.

Interessante observar que esse título "Ronda Noturna", advém de um equívoco de interpretação, porquanto naquela época o quadro se encontrava tão deteriorado e obscurecido pela oxidação do verniz, com sujeira acumulada, que as figuras estavam quase que indistinguíveis, parecendo a pintura uma cena noturna

Em 1947, quando foi restaurada a tela, com a eliminação do  escurecido, verificou-se que o título não se ajustava à realidade retratada pelo artista, já que a ação não se desenvolve de noite, mas a luz do dia, no interior de um pátio, em penumbra, a que chega um potente raio de luz, que ilumina intensamente os personagens que compõem a obra.

Nesta reprodução observa-se os corte nas dimensões da tela
A obra, um óleo sobre tela, foi uma encomenda da Corporação Arcabuzeiros de Amsterdã para decorar a sede da milícia, razão pela qual Rembrandt utilizou-se de uma tela de grandes dimensões, medindo originalmente 363 x 347m. No início do século XVIII a tela foi cortada para decorar uma das salas da Câmara Municipal de Amsterdã, como se vê na foto acima.

No primeiro plano da obra aparece o capitão Capitão Frans Banning Cocq  e o seu tenente Willem van Ruytenburch. A mão estendida para a frente e a boca um pouco aberta do capitão indicam-nos que está a falar e caminha sem olhar para o tenente, que escuta as suas ordens. À direita e à esquerda do portal, outras personagens conversam. A meio da tela, homens de capacetes ou chapéus, estão armados com espadas e lanças, outros ostentam escudos redondos. Alguns apoderam-se de lanças apoiadas na parede do edifício, à direita. Outros saem do portal e abrem caminho através da turba. 

Os elementos da companhia aparecem captados pelo pintor  tal qual os pôde contemplar em numerosas ocasiões no momento em que diariamente se preparavam para formar e sair  para percorrer a cidade na sua missão de vigilantes da ordem.

Há ainda em cena uma personagem feminina que se destaca: está com um vestido dourado, na mão um corno, que serve para beber, à cintura uma bolsa e um frango morto, preso pelas patas. A personagem feminina é um mistério. Embora a sua estatura não seja muito maior do que a de uma criança, ela está bem realçada no quadro, uma vez que sobre a mesma incide uma luz forte.  É uma personagem chave no quadro, não se encontra na penumbra e as sombras não a tocam. Alguns críticos vêm nesta menina um retrato de Saskia van Uylenburgh, primeira esposa do pintor, que faleceu prematuramente no ano em que foi pintada a tela, possivelmente de tuberculose. Saskia era habitual modelo de muitos dos retratos do autor.


Logo após  atentado de 1975, chocado com a notícia fiz um poema sobre esse incidente.

"A Ronda Noturna"

O mundo amanheceu
a parou estarrecido.
Fato conhecido
venceu distâncias,
ante olhos e ouvidos.

Na fria Holanda,
um louco enfurecido,
apunhalou de surpresa,
a golpes de canivete,
a ronda noturna.

Um Rembrandt
preso à parede.

Recentemente foi feita em um shopping de Amsterdã uma encenação viva da tela re Rembrandt. Assista o vídeo abaixo:




6 de mai. de 2015

TELAS DE VAN GOGH E MONET ALCANÇAM PREÇOS ESTRATOSFÉRICOS EM LEILÃO


Leiloada nesta terça-feira, em Nova York, a obra "L'Allée des Alyscamps" de Vincent Van Gogh, pintada em 1888, em Arles, França, foi vendida por mais de 66 milhões de dólares, o preço mais alto pago desde 1998 por uma tela do gênio holandês, informou a Sotheby's.


Segundo a Sotheby's, "L'Allée des Alyscamps", estimada em torno de 40 milhões de dólares, foi adquirida por 66,33 milhões por um colecionador asiático após uma intensa disputa entre cinco potenciais compradores.



Outro destaque foi "Le Bassin aux Nymphéas" do francês Claude Monet, pintada em 1919, em Giverny, França, quando Monet já se encontrava praticamente cego, vendida por 54 milhões de dólares, após ter sido avaliada pela Sotheby's entre 30 e 45 milhões, afirmou a tradicional casa de leilões.
"Bassin aux Nymphéas, Les Rosiers" foi vendido por 20,41 milhões de dólares, dentro do previsto. Para duas outras pinturas de Monet não houve comprador.



Dos seis Monet oferecidos no leilão, "Le Palais Ducale", 1908, pintado em Veneza, foi adquirido por 23,1 milhões de dólares, tendo sido avaliado previamente entre 15 a 20 milhões. 

O recorde para um Van Gogh é de "Portrait of Dr. Gachet", de 1890, vendido em 1990 por 82,5 milhões de dólares, em Nova York.


As vendas de telas impressionistas e de arte moderna da Sotheby's nesta noite marcam o início dos leilões de primavera na cidade, marcados pela expectativa de vendas por valores estratosféricos.

A icônica tela "Les femmes d'Alger", de Picasso, pintada em 1955, 





e a escultura "L'homme au doigt" , ou "Point Man", de Giacometti 


podem bater recordes mundiais na semana que vem, no leilão da Christie's. Os preços são estimados em 140 e 130 milhões de dólares, respectivamente.

Fonte O Globo.com