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22 de fev. de 2019

O BOM E VELHO HAMBÚRGUER
EM NOVAS VERSÕES




Uma das comidas mais saboreadas no mundo, símbolo do Fast Food, o life style da juventude norte americana dos anos 50, o bom e velho hambúrguer mudou com o tempo e se travestiu de novas versões, mais sofisticadas, chegando com galhardia às mesas da alta gastronomia mundial.

As versões desse clássico da gastronomia mundial é encontrada no mercado desde as versões caseiras mais simples, com pão, carne e queijo, até as mais requintadas versões elaboradas com mix de carnes , cujas proporções exigem  trabalhosas horas de renomados chefes e cozinheiros, que buscam as proporções exatas para seu blends.


Aqui no Brasil o hamburguer desembarcou no ano de 1952, trazido na mala do tenista Robert Falkenburg, que fora campeão do torneio de Wimbledon em 1948 e 1949. Na cidade do Rio de Janeiro ele inaugurou a primeira lanchonete estilo americano, o Bob's, introduzindo aqui duas outras iguarias da culinária norte americana, o milk shake e o sundae, que fizeram o enorme sucesso junto a população local e as celebridade brasileiras.

Assim como inúmeros pratos e ingredientes culinários o hambúrguer tem uma história controversa, rezando a lenda que essa iguaria teria surgido por volta do século 12 com os cavaleiros mongóis, que acomodavam pedaços de carne das suas caçadas embaixo da cela de seus cavalos de montaria, temperadas, para que fossem conservadas mais tempo, e, ao final da jornada, quando paravam para descansar, se alimentavam de bolos daquela carne, que fora triturada e amaciada.


Séculos mais tarde, na Alemanha, os marinheiros passaram a grelhar o bolo de carne processada com temperos locais, que lhe davam sabor, servida dentro do pão, mantendo o status de iguaria da culinária germana até a segunda metade do século 19, quando imigrantes alemães, oriundos da cidade de Hamburgo, chegaram aos Estados Unidos, apresentando seu "sanduíche" aos inventivos norte-americanos, que se apaixonaram pela novidade adaptando-a aos seus hábitos culinários. Embora não seja os pais do hambúrguer, os norte-americanos o adotaram e o transformaram em símbolo da cultura gastronômica do seu País, exportando-a para o resto do mundo.

Hoje em dia o hambúrguer ultrapassou o status adquirido pelas alimentação Fast Food, conhecida por se caracterizar como uma comida de baixo custo, com um serviço rápido, para atender àqueles que dispunham de pouco tempo para se alimentar, porém de pouco valor nutricional e menos ainda saudável, a chamada junk food (comida sem valor).

Foram anos até o hambúrguer deixar de ser aquela comida insípida e ser alçado à categoria de alta gastronomia, elaborada como raros blends de carnes, trabalhados por mãos mágicas de renomados chefes, que inovam as técnicas de assado, como a smach, em que a carne vai vai para a chapa moldada com uma bola e é esmagada suavemente com a espátula, o que resulta em um hambúguer suculento e repleto de sabor, ou como quando a carne é defumada com ervas de provence no carvão da grelha, tornando o hambúrguer um produto gastronômico a cada dia mais requisitado nos cardápios dos melhores restaurantes e das mais notáveis hamburguerias artesanais, capaz de conquistar os paladares mais exigentes.

O primeiro passo para se criar um sanduíche saboroso é saber escolher os ingredientes adequados, assim como a forma de prepará-los. A escolha do blend de carnes é fundamental, podendo ser fraldinha, alcatra, contrafilé, file mignon, costela, acém ou picanha e até frango, pernil ou carne de cordeiro e outros, como as versões vegana ou vegetariana tão em moda. O importante é proteína estar fresca e ser finamente moída, com textura e suculência 


Algumas dicas dos renomados chefes Benny Novak, do 210, e Bruno Fischetti, do PJ Clarke's, ambos de São Paulo, para fazer um hambúrguer artesanal em casa:

1.Ingredientes 

O hambúrguer suculento e macio não incorpora ovo, farinha ou outro produto. Só carne. É preciso certificar-se que a carne seja moída na hora, que a máquina de moer esteja limpa e sem sobras de outras peças. 


2. Como dar liga à carne 

A gordura ajuda a modelar e dar firmeza ao hambúrguer, além de irrigar e dar sabor à carne durante o cozimento. A proporção varia de acordo com o gosto do freguês, mas não deve ser superior a 20% ou inferior a 15% ou 10% do peso da carne, para os mais moderados. 

3. Tipo de carne 

O ideal é escolher uma carne bem vermelha, com quantidade de gordura razoável para equilibrar o sabor no cozimento. O que vale é a qualidade da carne, o frescor e a procedência. 


4. Temperos 

Cebola, salsinha, alho e pimentas variadas são ingredientes que muitas pessoas gostam de somar à carne moída. Porém, usar apenas sal e, se for do gosto, uma pitada de pimenta-do-reino já é suficiente. A orientação geral é colocar o tempero sobre o hambúrguer, principalmente o sal,  só na hora de chapear, grelhar ou fritar. Temperar antes pode desidratar a carne. 

5. Tamanho 

O tamanho do hambúrguer depende da preferência, mas ele interfere na textura, na suculência e, óbvio, na aparência do lanche. Um disco muito fino pode ficar duro e cozido além da conta. Os especialistas indicam algo em torno de 160 gramas e 250 gramas, com altura de altura de 1,5 centímetro e diâmetro de 10 centímetros. Numa frigideira caseira o ideal é apostar em uma porção de 160 gramas, já que o fogo não é tão potente quanto o das casas especializadas. 


6. Chapa, frigideira ou grelha 

O tipo de cozimento é um dos principais pontos que diferenciam os hambúrgueres. A chapa, por exemplo, tem o mesmo processo de cozimento que a frigideira, mas com uma pequena diferença: a temperatura. A chapa retém mais calor e chega a graus bem mais altos que a panela caseira, o que permite selar (tostar as superfícies, sem cozinhar internamente) com mais facilidade. Já a grelha tem como diferencial o sabor característico defumado que a brasa empresta à carne. De modo geral, discos mais altos ficam melhores na grelha e os mais finos na chapa ou frigideira, já que a água da carne se solta na superfície e pode cozinhar a em vez de tostar. A dica aqui é usar em casa aquelas grelhas ou chapas para fogão. 

7. O ponto do hambúrguer 

Quando a carne passa do ponto, ela perde em sabor e textura. A sugestão para que o produto não mantenha a umidade é chapear, grelhar ou fritar em no máximo 10 minutos, cinco para cada lado do disco. 


8. Pão 

Ciabata ou pão italiano combinados a uma boa mussarela de búfala, um suculento tomate e algumas folhas de rúcula formam uma saborosa combinação. Mas se a idéia é apostar no tradicional, o pão estilo americano, redondo e fofo, e que tem mais milho na receita, oferece um sabor mais adocicado que casa direitinho com a carne e o queijo. Também é importante que o pão esteja fresco e quente. A dica é passá-lo na chapa para tostar a superfície que ficará em contato com a carne. Como o centro da carne (principalmente as mal passadas) solta umidade depois do preparo, é indicado deixar que ela descanse antes de colocar no pão. Isso evita que ele fique molhado e desmanche na mão na hora de comer.

Assim como as carnes, os tipos de pão utilizados para se fazer um hamburguer evoluiram rapidamente, existindo hoje uma enorme variedade de pães, de forma que saber mesclar o pão ao tipo de carne e sabor utilizados é fundamental.


9. O queijo

Para muitos um ingrediente qu enão pode faltar em um bom  hambúrguer é o queijo, o que o transforma em um cheese burguer. Os melhores queijos para o hambúrguer são:

O queijo Cheddar – Este queijo Inglês é um dos mais utilizados em hambúrgueres . Do leite da vaca, ele mostra uma cor amarelo pálido e tem um sabor forte, com uma força que varia de leve a extra-forte.

Emmental – popular com os consumidores europeus, Emmental é um queijo duro suiço, as fatias derretem lindamente em um bife quente, assim como o Gruyere, suíço ou francês também podem ser usados.
O Queijo Americano – literalmente é na verdade uma mistura de queijos, perfeitamente adequada para o hambúrguer muito bem preparado. Um equivalente a este queijo é o famoso toastinette condicionado em fatias finas , embalados individualmente e planejadas para acompanhar a receita do cheeseburger clássico.
O queijo azul – também conhecido como “formage bleu” e substituído muitas vezes pelo gorgonzola, este queijo de forte sabor pode tornar um hamburger delicioso, aprimorando o sabor com seu toque especial.
Mussarela – Sem dúvida a mussarela italiana é o convidado especial nos hambúrgueres. Maciez e suavidade fazem deste ingrediente uma excelente escolha para este tipo de sanduíche. Prefira a mussarela “real”, feita com leite de búfala.
Raclette – Outra opção de consumo de um queijo geralmente reservado para apreciar com batatas e salsichas é utilizá-lo no hambúrguer, cortando-o em peças rapidamente derretidas, oferecendo um sabor doce e único para um típico hambúrguer da montanha.
Monterey Jack – Muito consumido nos Estados Unidos, este queijo de vaca possui uma suave crosta e pode ser derretido com pimenta ou chili. Ele dá ao hambúrguer um pequeno sabor da América. Além disso, especiarias ricas, dão o toque especial em um Pepper Jack.
Queijo de Cabra – Podemos encontrar queijos de cabra de diversos sabores. Às vezes suaves e cremosos, ou por vezes sutilmente fortes. No sanduíche pode-se utilizar em fatias distribuídas pela carne quente em seu hambúrguer. Existem muitas opções de queijo de cabra para uma receita fora do padrão.
Seja qual for o queijo usado em seu hambúrguer, certifique-se de escolher um método de cozimento que não afete a guarnição fria (tomate, salada…). Passe qualquer queijo no forno, coloque no pão, antes de encher o hambúrguer. Ou, para ficar dentro das regras da arte, você pode derreter o queijo a cavalo na carne quando ele é cozido em uma panela.
10. Acompanhamentos
Qualquer que seja o tipo de hambúrguer deve ser acompanhado adequadamente com a tradicional batata frita crocante e dourada ou um chips de batata doce ou barôa. O molho deve ser espesso e leve, com pouca gordura, uma leve salada de alface, tomate sem sementes e cebola roxa ou caramelizada protegerá o pão e dará frescor ao sanduíche.
O dia internacional do hamburguer é 28 de maio.
Fonte:
Getty Images













17 de ago. de 2018

Conheça a Melhor Maneira de Montar a sua Adega em Casa


Os brasileiros tem consumidos vinhos cada vez mais, criando um hábito gastronômico extremamente saudável e requintado, o que não significa dizer que deva ser caro ou que seja inacessível a qualquer pessoa. 
Afinal, ano se trata tão somente de saborear esse líquido saboroso ou consumir bebida, mas,  de saborear a " bebida dos deuses" e saber harmonizá-la com um prato ou mesmo conhecer a história por trás do rótulo, suas técnicas elaboradas e a diversidade de frutos utilizados na sua elaboração.

O vinho é uma bebida perfeita para reunir os amigos, fazer um jantar romântico ou simplesmente tomar uma taça sozinho, absorto em seus pensamentos, quem sabe até mesmo cultivando o desejo de ter uma adega em sua casa, o que até alguns anos atrás era inimaginável, pois, de pronto, nos deparávamos com o problema do espaço.

Qualquer bom conhecedor e apreciador de vinho sabe que a melhor maneira de guardar suas garrafas em casa é contar com a ajuda de uma adega, ítem que se tornou uma tendência de decoração acessível a todos, até mesmo àqueles que tem ´problema de espaço em casa, devido a diversidade de modelos, tamanhos e formas.
Montar uma adega em casa é relativamente simples, já que a diversidade de possibilidades existentes no mercado atende a todos os gostos, dimensões físicas disponível e capacidade financeira para investir, seja em relação a equipamentos climatizados ou  estruturas mais rudimentares, porém não menos decorativas, até o item princípal da adega, que será o rótulo dos vinhos que lhe agradam, que variam dos mais comuns em termos de custo/benefício até cifras astronômica acessível a poucos privilegiados.A menos, evidentemente, que você seja um daqueles que possui amigos que lhe proporcionam do bom e do melhor, sem que você tenha que dispender um único centavo.

Seja com for, importante que o local seja escolhido com calma, levando em consideração alguns detalhes, como o espaço para a adega, que deve ser pensado de acordo com a quantidade de vinhos que se deseja guardar.
O imprescindível é que seja do lado interno da casa, longe do sol, relativamente fresco preservado dos outros ambientes, podendo até ser um cantinho disponível na sala de jantar, independentemente da sua adega ser climatizada ou não. Aproveite o máximo de espaço disponível m sua casa. 

Dependendo desses fatores, disponibilidade financeira e espaço físico, você pode optar por guardar seu vinho em estruturas de adega eletrônica (com controle automático de temperatura, luz e trepidação), o que exigirá um projeto arquitetônico de adega (iguais aquelas que vê em restaurante) ou montar o seu espaço de maneira “artesanal”.

Para um espaço artesanal, que exija menos investimento e menor espaço, lembre sempre de escolher peças que garantam estruturas firmes para suporte dos vinhos (como caixas de madeiras com verniz ou pedras) e que elas sejam posicionadas de maneira que não se movimentem. Lembre-se também que os vinhos precisam ficar deitados nesse ambiente.
Conheça algumas dicas para você ter a sua própria adega:

Uma boa adega de vinhos depende de três características essenciais para dar certo: temperatura do local; baixa incidência de luz solar ou artificial; baixo risco de trepidação ou movimentação das estruturas. Todos esses três fatores (movimento, temperatura e presença de luz) podem influenciar na manutenção da qualidade de um vinho e, por isso, devem ser cuidadosamente levados em consideração.

Garanta também que o mesmo ambiente conte com um espaço fácil para se deslocar e que você possa deixar, bem próximo, itens que completarão sua experiência com o vinho (decoração, utensílios e taças).
Tenha tipos de vinhos diferentes para situações diferentes, pois todo mundo tem um tipo de vinho favorito, porém para uma adega, por mais simples que seja, é importante contar com estilos diferentes para lhe atender em várias situações.

Por isso, na sua adega em casa, conte sempre com pelo menos:

2 tipos de vinhos tintos encorpados;
2 tipos de vinhos tintos de corpo médio;
2 tipos de vinhos tintos mais leves;
3 tipos de vinhos brancos (1 encorpado e 2 leves);
1 tipo de espumante;
1 tipo de vinho rosé;
1 vinho de sobremesa (como o Vinho do Porto).

É claro que as quantidades podem, e  devem, variar conforme seu espaço disponível, mas tente manter essa variedade para atender a todo o tipo de ocasião, sendo fundamental que você guarde as garrafas sempre da maneira certa, deitadas. As abertas deverão ficar em pé e devem ser consumidas rapidamente. Aberta a garrafa a tendência é que o vinho perca suas qualidades e avinagre em pouco tempo.

Vinhos tintos devem ser os mais distantes da luz e calor.

Vinhos brancos, espumantes e rosés podem ir para a geladeira, na prateleira inferior, caso você tenha limitação de espaço. Lá eles permanecem bem por até 6 meses.

Seu vinho de sobremesa também pode ser guardado na geladeira, se desejar, pelo mesmo prazo de seis meses.

Você provavelmente já deve saber que existem taças ideais para o consumo de diferentes tipos de vinho. Por isso, na sua adega em casa – ou pertinho dela – você deve deixar as taças que vão atender aos diferentes tipos de consumo.
Além das taças, esse espaço também precisa contar com os utensílios certos para sua experiência com as garrafas favoritas. Por isso deixe nesse ambiente, acessórios como:

Saca rolhas; Decanter; Cortador de lacre de garrafas; Marcadores de copo; Corta gotas; Descanso para copos; Fechadores a vácuo.
No mais é aproveitar seus momentos de lazer e brindar a vida. - Santé!...


By MuroPixado


13 de jul. de 2018

As reservas para os cruzeiros Ducasse no rio Sena já estão abertas

As reservas para os cruzeiros Ducasse no rio Sena já estão abertas:



O grande chef Alain Ducasse, com estrela Michelin, decidiu diversificar sua oferta gastronômica, não apenas no prato, mas na maneira de arrumar a mesa! Ou melhor, onde ele quer arrumar a mesa!



Saiba mais sobre esse cruzeiro gastronômico pelo Rio Sena no Muro Pixado.

clique aqui: https://www.ducasse-seine.com/en/about

29 de mar. de 2018

PARATY DE TODOS OS SABORES, PERFUMES E CORES - A CIDADE CRIATIVA PARA A GASTRONOMIA DA UNESCO

Paraty na linguagem indígena significa "peixe de rio" ou "viveiro de peixes". Esse era o nome que os índios Guaianás, que habitaram a região davam ao local onde hoje se localiza a cidade de Paraty.  Essa denominação se justificava em razão de de ali existirem grandes viveiros de Paratis, peixes da família das tainhas (Mugil Brasiliensis), que durante o inverno subiam os rios, que desembocam na baía, para desovar e procriar antes de retornarem ao mar.

Originalmente grafava-se Paratii, com dois "is", grafia essa mantida  durante o período da colonização e que perdurou até o século XVIII, quando surgiu a grafia com "y", mantida em uso até o ano de 1943. Após o advento da Convenção Ortográfica Brasil-Portugal, que suprimiu de nosso alfabeto a letra "y", essa grafia foi oficialmente abolida. A despeito disso, a população local continuou a utilizar a grafia com "y". Em 1972 um projeto de Lei propôs se adotar como oficial a forma ortográfica grafada com "y", projeto esse o qual, entretanto, foi rejeitado sob argumento de que não se poderia impor a outras cidades histórica uma grafia antiga. Oficialmente, consagrada pelo consenso histórico a comunidade manteve a grafia de Paraty como se conhece hoje.
A Paraty cosmopolita, que se sofisticou sem jamais perder sua regionalidade e o ar de vila provinciana,  está plantada aos pés da Serra do Mar, na Costa Verde, na belíssima região que liga o litoral sul do Estado do Rio ao norte de São Paulo. 

Nos primeiros anos do século XVI, os portugueses já conheciam a trilha aberta pelos Guaianás (Trilha dos Goianás) ligando as praias de Paraty ao Vale do Paraíba, para lá da Serra do Mar. No entanto,  o primeiro registro escrito sobre a região da atual Paraty é o livro do mercenário alemão Hans Staden, “História verdadeira e descrição de um país de selvagens…” (Marburgo, 1557), que narra a estadia deste por quase um ano em aldeias Tupinambás nas regiões de Paraty e de Angra dos Reis. No entanto a primeira notícia que se tem de Paraty como um povoado é contemporânea a passagem da expedição de Martim Correira de Sá, no ano de 1597.

O núcleo de povoamento iniciou-se no morro situado à margem do rio Perequê-Açu (depois Morro da Vila Velha, atual Morro do Forte). A primeira construção de que se tem notícia é a de uma capela, sob a invocação de São Roque, então padroeiro da povoação, na encosta do morro. 
O aldeamento dos Guaianás localizava-se à beira-mar. Em 1636, Maria Jácome de Melo fez a doação de uma sesmaria na área situada entre os rios Perequê-açu e Patitiba (atual rio Mateus Nunes) para a instalação do povoado que crescia, com as condições de que os indígenas locais não fossem molestados e de que fosse erigida uma nova capela, sob a invocação de Nossa Senhora dos Remédios. Essa sesmaria corresponde à região do atual Centro Histórico da cidade.

Paraty se tronou um lugar de múltiplos sabores, onde a culinária francesa se encontra despretensiosamente com o sotaque mineiro e a exótica culinária indígena. Vila que se transformou em cidade onde a banana da terra vira iguaria sofisticada pelas mãos dos chefs locais e a  cachaça dos alambiques pinga em cafés e arde em peixes flambados nos diversos restaurante da região. Essa é a Paraty de todos os sabores, perfumes e cores, cuja gastronomia diversificada envolve uma cadeia que passa por produtores, cozinheiros, restaurantes, moradores e turistas. Não à toa, em 2017, Paraty recebeu o título de Cidade Criativa para a Gastronomia da Unesco, selo que valoriza e incentiva a cultura e a economia locais.
Essa é Paraty  de tanta História, cultura, beleza e tão bons restaurantes. Deitada a beiramar, aos pés da Serra do Mar e junto a baia de Angra dos Reis, com sua dezenas de ilhas e encantadoras paisagens, a cidade viu o tempo passar por suas estreitas ruas de pedras, fazendo lembrar as vozes dos mascates e dos aventureiros do ciclo do ouro, que vinham de Minas pela trilha do ouro, ao som triste das chibatas embalando os escravos que desembarcavam em suas praias, culminando com o transitar incessante de turistas com suas câmeras documentando suas belezas arquitetônicas, sua história e sua gente. 

A Paraty dos alambiques que produzem as famosas cachaças da região.  O mais antigo em funcionamento foi fundado no século XIX. No século XVIII o número de engenhos na região chegou a 250, tornando Paraty sinônimo de cachaça boa. 

Sair ao fim da tarde pelas ruas históricas de Paraty observando o vaivém de sua gente, o casario colonial e as pedras típicas do calçamento, assim como a invasão das ruas pela maré nos dias de lua cheia, é uma rica experiência. Mas há muito mais a se descobrir na cidade. Criatividade não falta. Principalmente, quando o assunto é a boa mesa.
O tradicional café coado no caldo de cana — sem açúcar ou adoçante, hábito comum nas roças da região, ganhou ares modernos. O café com cana é preparado na mesa, em frente aos clientes, em um coador especial — a estrutura de ferro foi criada por um ferreiro local, e o pano, confeccionado por uma costureira da cidade. Para acompanhar, doces feitos de marzipã, iguaria trazida na bagagem pelos portugueses, muito consumida pelos caiçaras. E o tradicional café pingado ganhou uma versão, digamos, mais ousada: o leite dá lugar à cachaça local. Para completar, chantilly e geleia caseira de gengibre.

Descobrir a rica gastronomia de Paraty é um prazer que aguça a curiosidade a cada esquina, a cada ruela calçada com "pé de moleque", a cada casarão centenário do centro histórico.  São inúmeras as opções de bares e restaurantes que oferecem o melhor da gastronomia internacional, bem como delícias da cozinha caiçara com sua fartura de peixes, frutos do mar e a clássica banana da terra em variadas versões.

A dez minutos de carro do Centro Histórico, com acesso no trevo da BR 101 fica a Estrada Paraty-Cunha, com suas fazendas. alambiques, pousadas e restaurantes sofisticados.

SERVIÇOS LOCAIS

Febre amarela: quem ainda não estiver imunizado contra a febre amarela, deve atentar para a importância de se vacinar no mínimo dez dias antes da chegada à Costa Verde, devido aos vários casos da doença detectados na região.

COMO CHEGAR: de carro. Do Rio até Angra dos Reis, pela Rio-Santos (BR-101), são cerca de 150km. Até Paraty, 243km.

Ônibus. Pela Costa Verde (costaverdetransportes.com.br), a tarifa custa R$ 55,40, até Angra, e R$ 79,20, até Paraty. A Reunidas (reunidaspaulista.com.br) e a Útil (util.com.br) ligam cidades de SP e Minas a Angra e Paraty.

ONDE COMER
PARATY

Academia de Cozinha & Outros Prazeres. Rua Dona Geralda 288. Valor das aulas sob consulta. Tel. (24) 3371-6025.

Alquimia dos Sabores. Estrada Paraty-Cunha Km 5, casa 5

Banana da Terra. Rua Dr. Samuel Costa 198. facebook.com/restaurantebananadaterra

Café Pingado. R. Dr. Samuel Costa 11. cafepingado.com

Casa do Fogo. Rua Com. José Luiz 404. casadofogo.com.br

Gastromar. Marina Porto Imperial, BR 101, km 578,5. gastromarparaty.com

Le Gite D’ Indaiatiba. Rodovia Rio-Santos km 562, Graúna.Tel. (24) 99999-9923

Tubarão Drink’s. Praia de Dentro, Ilha do Araújo. 

Villa Verde. Estr. Paraty-Cunha Km 7, Ponte Branca. villaverdeparaty.com.br

Voilà Bistrot. Estrada Paraty-Cunha Km 4. pousadacaminhodoouro.com.br/site/home

Refúgio Restaurante Lounge Café - Restaurante de frutos do mar com sabores brasileiros e europeus, em casa elegante com vistas do mar, serras e casas coloniais. Endereço: Praça da Bandeira, 4 - Centro Histórico, Paraty - RJ, 23970-000

Restaurante do Hiltinho - Restaurante de frutos do mar, grelhados e cachaças da região, em clima clássico e elegante de casarão colonial. Endereço: R. Mal. Deodoro, 233 - Centro Histórico, Paraty - RJ, 23970-000 e na Ilha do Algodão.

Margarida Café - Cozinha de bistrô e toque brasileiro com forno a lenha, jardim de inverno e música ao vivo também no almoço. Endereço: Praça do Chafariz - R. Cel. José Luiz - Centro Histórico, Paraty - RJ, 23970-000 

ONDE FICAR
PARATY

Le Gite D’Indaiatiba. Rod. Rio-Santos Km 562, Graúna. legitedindaiatiba.com.br

Estalagem Solar Real. Estrada Paraty-Cunha km 5, casa 5, Ponte Branca. Tel. (24) 3371-2077. 

Pousada Literária - Rua do Comércio 362. pousadaliteraria.com.br/pt-br

Pousada Tubarão - Ilha do Araújo. Tel. (24) 99818- 9476.

Pousada Arte Urquijo - Endereço: R. Dona Geralda, 79 - Centro Histórico, Paraty - RJ, 23970-000 - Telefone: (24) 3371-1362

Pousada Porto Imperial - Endereço: Rua Tenente Francisco Antônio, S/Nº, Paraty - Telefone: (24) 3371-232

PASSEIOS

PARATY

Fazenda Bananal. Visita à agrofloresta, R$ 50 (1h); passeio completo de carro (2h), R$ 100; observação de pássaros, R$ 50. Estrada da Pedra Branca. http://www.fazendabananal.com.br/

Alambique Coqueiro. Visita gratuita, com degustação de cachaça. BR-101, Km 582.cachacacoqueiro.com.br

Cachaça Maria Izabel. A 8 kms do Centro de Paraty. No Corumbê. mariaizabel.com.br

Ilhas e praias da baia de paraty - barco Conquista. Saídas: canal junto a praça de Paraty.

O Lavandário - Estrada Paraty /Cunha - Rodovia SP-171, Km 54,7 - Boa Vista - Cunha - Tel (11) 983347172



Fonte: O Globo/Boa Viagem/Dennis Kuck
             Paraty.com.br/história.asp

1 de dez. de 2017

Dicas Práticas para Harmonizar Vinhos

O vinho é um excelente acompanhamento para uma boa refeição, isso é quase um consenso geral. No entanto, quem nunca ficou em dúvida de qual vinho escolher para acompanhar determinado prato especial, afinal a harmonização é uma arte que exige algum conhecimento técnico, o que nem todos possuem.
O avanço tecnológico e a descobertas de novas técnicas de cultivo e de produção de vinho trouxeram uma enorme variedade de aromas, que estimulam e propiciam uma infinidade de combinações capazes de se harmonizar com o requinte e a variedade de ingredientes que compõem os conceitos da moderna cultura gastronômica mundial.
A combinação de vinhos e pratos não é feita de forma aleatória, com base exclusivamente no gosto pessoal de cada um, mas seguindo alguns conceitos básicos, que nos permitem explorar um infinidade de sabores e texturas, que inebriam os sentidos e satisfazem ao paladar. 
Para isso algumas regras simples, que não exigem profundo conhecimento sobre castas, técnica de maturação ou conhecimento sobre terroir do vinho que se pretende beber, devem ser obedecidas, regras essas que quebraram, até certo ponto, o paradigma simplista, até então existente, de que carne vermelha exige um vinho tinto ou carnes brancas vinho branco.Harmonização é mais do que isso.
Na linha desse novo conceito de harmonização os experts aconselham e sugerem algumas orientações como:  vinhos tintos encorpados como Malbec e Cabernet Sauvignon se harmonizam com carnes vermelhas, por exemplo. No entanto sempre deve prevalecer na escolha do vinho a combinar com o prato, aquele que mais agradar o seu paladar.
Dessa forma, a nossa ideia é, simplesmente, oferecer alguns exemplos de combinações que os especialistas apontam como interessantes e possíveis, com base nas quais se pode obter bons resultados, sempre atento, no entant, a regra básica mais antiga sobre harmonização que sugere utilizar para pratos de determinada região um vinho daquela mesma região.
Algumas dicas importantes:
Um conceito comum à mesa é de que peixes e frutos do mar se harmonizam com vinhos brancos sem muito alcool. Porém, quando acompanhado de molho branco o vinho deve ser mais encorpado. Se o molho for de tomate,acompanhe com um vinho Rosé, que harmoniza muito bem com salmão ou bacalhau.

Não harmonize nunca peixe com vinho tinto, pois faz gerar um gosto metálico, que anula o sabor do peixe.  Assim como o camarão, pede uma bom vinho branco. Se for uma lagosta opte por um espumante ou um Rosé.
Da mesma forma aves combinam, também, com os brancos, rosés ou tintos leves, tais como a uva Pinot Noir e o Boujolais, 

e as carnes vermelhas e carnes de sabor intenso combinam com vinhos tintos  encorpados como o Carbernet Sauvignon ou Malbec.

Com base nesses conceitos vamos detalhar essas sugestões com algumas dicas de harmonização de vinhos com pratos:


carnes brancas preparadas com molho, o vinho deve harmonizar com o molho, entretanto preste atenção ao excesso de ingredientes com sabor forte, como o alho, às conservas, molhos com utilização de vinagre e  limão ou com o uso de shoyo, ovos (cozidos, fritos, omeletes ou com maioneses), alcachofra, folhas amargas, tais como a rúcula, o agrião, a endívia, pois, regra geral, o vinho não vai bem com o excesso desses ingredientes.

As carnes cozidas em seu próprio molho, assim como o frango ensopado, o ragú de cordeiro, combinam com vinhos tinto encorpados e envelhecidos, cujo sabor é mais acentuado. Essa regra serve para carnes elaboradas a base de molho de tomate.

A carne de pato e os embutidos combinam com vinhos de sabor forte, podendo ser tintos ou brancos, porém quando cozidas em molhos, principalmente se esse molho for branco e leve, ou a base de queijo,  devem ser harmonizadas com vinho branco, seguindo aquela regrinh acima , de que "o vinho deve harmonizar com o molho";
molhos ácidos ou cítricos, harmonizam melhor com vinhos também ácidos, podendo ser tintos ou brancos. Lembrem-se que os iguais se atraem no mundo da harmonização. Porém muito cuidado com esse tipo de molho.
No Brasil é comum se beber mais vinho tinto do que o branco, a despeito do vinho branco ser o mais ideal para o nosso tipo de clima, quente ou temperado. Isso faz sentido, no entanto, porque no brasil consome muita carne vermelha. E falando em carne há, no podemos ignorar o churrasco, gastronomia típica do sul, que se incorporou ao hábito alimentar dos brasileiros de todas as regiões. Então vejamos algumas sugestões de harmonização:

Nesse contexto, carnes vermelhos em geral combinam muito bem com vinhos de sabor mais intenso, como um Carbenet ou um Malbec. Este é o caso da picanha, preferênica nacional nos churrascos, que casa perfeitamente com um vinho intenso, por isso cai na regrinha básica  das carnes vermelhas;
No entanto, o filé mignon, por ser uma carne de sabor menos intenso, harmoniza perfeitamente com o Pinot Noir e com o Beaujolais, vinhos leves.

Há exceções, no entanto, poi o filé mignon elaborado com um molho au gratin - molho branco ou de queijo - harmoniza com vinho branco ou rosé. Se o molho for escuro, aí sim cabe um tinto encorpado, como sugerido acima e inclusive com um Carmenére. Se for um prato aromático, como um molho de ervas, vai muito bem com um vinho com uvas Torrontés, uma Gewurztraminer ou Malvasia.


o cupim, por ser pouco suculento, embora macio, pode se apresentar um tanto ressecado, pedindo um espumante branco. O perlage da bebida supriria a falta de líquido na carne, potencializando o sabor;

Perlage são aquela borbulhas de gás carbonico, que se formam quando um espumante ou champagne é aberta.

A alcatra, que possui muita fibra e é macia, pouco gordurosa, vai muito bem como um  
Carmenére ou Pinot Noir;

o delicioso frango na brasa (assado ou grelhado) pode ser harmonizado com um branco leve como Sauvignon Blanc, Riesling, Chardonnay, Chenin ou até um Rosé. Entretanto, se for preparado com um molho vermelho - molho de tomate -, aí um tinto leve vai muito bem;
a linguiça, por ter um alto teor de gordura, pode ser acompanhada por um espumante Rosé brut. Se for apimentada vai de Riesling seco alemão, que vai muito bem;

Carnes vermelhas magras, cordeiro e javali grelhados vão muito bem com Carmenére.
Em outras postagens vamos esmiuçar mais as sugestões de harmonização com aperitivos, pratos principais, sobremesas queijos e outros. Por enquanto ficamos por aqui, para não complicar demais.