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24 de out. de 2018

Navio grego de 2,4 mil anos é encontrado preservado no fundo do mar

Embarcação manteve-se bem preservada graças à profundidade da água; projeto de mapeamento do leito marinho já identificou mais de 60 naufrágios no Mar Negro.

Um navio mercante grego de aproximadamente 2,4 mil anos foi encontrado em boas condições de preservação na costa da Bulgária, no que já é considerado o naufrágio intacto mais antigo do mundo.
A embarcação, que tem 23 metros de comprimento, data de 400 a.C. e era usada para fazer o trajeto entre colônias gregas e mediterrâneas pelo Mar Negro.
O leme, bancos e até partes do porão estão praticamente intactos, por uma particularidade das profundezas em que o navio foi encontrado: a mais de 2 mil metros, o oxigênio no ambiente marinho é mínimo, o que permite que materiais orgânicos fiquem preservados por milhares de anos.
Também devido à grande profundidade, o navio jamais foi encontrado por mergulhadores - só foi descoberto agora graças a um projeto que usa câmeras feitas especialmente para filmagem em águas profundas - antes usadas na exploração de campos marítimos de petróleo -, acopladas a robôs para mapear o leito marinho.
"O fato de um navio do mundo Clássico ter sobrevivido intacto é algo que eu jamais teria acreditado ser possível", declarou o principal pesquisador do projeto, Jon Adams, professor da Universidade de Southampton, na Inglaterra. "(A descoberta) vai mudar nosso entendimento sobre a construção de navios e de navegação na antiguidade."
Os cientistas também ficaram impressionados com o fato de o navio ter grande semelhança com o desenho de uma embarcação que ilustra um vaso da Grécia Antiga, parte da coleção do Museu Britânico.
O Projeto Arqueológico Marítimo do Mar Negro já identificou, em três anos, 67 navios naufragados na mesma região, inclusive embarcações mercantes da era romana e um navio cossaco do século 17.
No caso do navio grego recém-descoberto, um veículo operado remotamente (ROV, na sigla em inglês) com câmeras acopladas obteve imagens 3D da embarcação e coletou uma amostra para que os acadêmicos pudessem identificar quando o naufrágio ocorreu.
"É como (entrar) em outro mundo", disse à BBC a pesquisadora Helen Farr, integrante da expedição. "Quando o ROV entra na água e mostra o navio, tão bem preservado no leito do mar, a sensação é de que estamos voltando no tempo."
A descoberta ocorreu a 80 km da cidade búlgara de Burgas. A carga transportada pelo navio ainda é desconhecida, e a equipe do projeto diz que será necessário financiamento para voltar a operar no ponto exato do naufrágio.
Fonte: BBBC/News

31 de jul. de 2018

É #FAKE NEWS notícia sobre lei que isenta idosos de pagar estacionamento em shoppings teria sido aprovada na Câmara,



Circula pelas redes sociais a informação de que foi aprovada a lei 2786/08, que isenta pessoas com mais de 60 anos do pagamento de estacionamento em shoppings pelo país. Segundo a notícia falsa, para obter a isenção, basta levar o ticket ao balcão juntamente com a carteira de identidade e pedir um carimbo.

O projeto de lei realmente existiu. Ele foi criado em 2008 e chegou a tramitar na Câmara até 2011, tendo sido arquivado ao final daquela legislatura.

O PL 2786/2008 propunha a alteração da Lei 10.741, de 1º de outubro de 2003, o chamado Estatuto do Idoso, para proibir a cobrança de estacionamento a condutores idosos. O Estatuto do Idoso, no entanto, não foi modificado neste sentido.

Para comprovar a falsidade da informação relativa a aprovação dessa Lei, a assessoria de imprensa da Câmara dos Deputados aponta um erro flagrante no texto em circulação que revela a falsidade dessa mensagem. Se fosse, de fato, aprovada em 2017, o número da lei devia terminar com o referido ano ("/17") e não com "/08", como aponta o texto.´

A assessoria da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) também informa que a lei citada não condiz com a realidade e que não tem conhecimento de leis estaduais ou municipais que isentem a cobrança.

Fonte: G1

19 de jul. de 2018

Yakasumba - "Viagra do Himalaia": o fungo parasita 'afrodisíaco' mais caro que ouro



Embora se desenvolva na carcaça de uma lagarta de mariposa, o Yakasumba é um produto extremamente valioso - e cada vez mais escasso.
O yakasumba é um fungo que cresce em altitudes de 3 mil a 5 mil metros e só é encontrado na região dos Himalaias - em regiões como Nepal, Índia, Butão e no Tibete.
Ele se forma quando o fungo, na terra, ataca e disseca uma lagarta de mariposa. Especialistas em medicina tradicional dizem que ele é eficaz contra impotência, asma e câncer.
Esse efeito torna o Yarsagumba, também conhecido como o 'Viagra do Himalaia', mais valioso do que ouro. Um quilo do fungo pode custar US$ 100 mil (R$ 386,3 mil), mais do que o dobro dos US$ 40 mil cobrado pelo quilo de ouro.
Isso faz com que, entre maio e junho, vilarejos nos Himalaias fiquem desertos - seus moradores foram para as montanhas coletá-los.
Mas trabalhar a essas altitudes é perigoso: “É muito frio aqui. Às vezes, somos pegos pela chuva. Já enfrentamos avalanches algumas vezes”, conta Sita Gurung, que coleta o fungo. “Se a avalanche é muito grande, pode carregar todos nós. É assustador.”
Cada um rende de US$ 3,50 a US$ 4,50 para os moradores dos vilarejos.
Depois, o fungo é exportado para países como China, Cingapura, Estados Unidos, Reino Unido, Coreia, Japão, Mianmar e Tailândia, onde um grama do yakasumba pode custar até US$ 100.
O yakasumba responde por 56% da renda anual dos moradores desses vilarejos.

“Graça ao yakasumba, posso comprar roupas novas. Tenho dinheiro para visitar Katmandu e não dependo de ninguém financeiramente”, diz Sita Gurung.
Mas especialistas alertam que o yakasumba está cada vez mais escasso por causa do excesso de colheita e do aquecimento global.
“Antes, a gente achava muitos yakasumbas, às vezes, cem por dia. Agora, achamos de 2 a 20 - às vezes, voltamos para casa de mãos vazias.”
http://terratv.terra.com.br/trs/video/8694620
Fonte: BBC News Brasil / TerraTV


3 de jan. de 2018

FAKE NEWS E ELEIÇÕES NO BRASIL



O mundo virtual vive atualmente uma avalanche de informações sem precedentes. Seja no celular, no whatsapp ou no facebook, interagindo  em grupos que tratam sobre os mais variados temas, apenas  com um toque você curte e comenta e faz juízo de valor,  tecendo opiniões sobre qualquer assunto, questões que, muitas vezes, desconhecemos. Como distinguir o que é verdadeiro ou falso nesse universo?...

Voce, certamente já ouviu falar de Fake News, cujo significado em inglês  nos  remete a “notícia” e que em tradução literal seria “notícia falsa”  e que está tão em moda após as controvertidas e polêmicas eleições americanas, que foi recheada de desinformações, segundo noticiam as grandes redes de notícias, que teriam influenciado o eleitorado na eleição de Donald Trump.

A realidade é que através de provedores  localizados em diferentes países, grupos se especializaram em difundir “falsas verdades” e “desinformações” sobre diversos temas importantes, como no caso da eleição para presidente nos EUA e o plesbicito sobre a saída do Reino Unido da União Européia, bem assim como no acordo de paz entre o Governo Colombiano e as FARC – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
Qual seria a motivação para isso.? Política, certamente, diriam alguns. Engano, a motivação é econômica.  Esses grupos ganham muito dinheiro divulgando esse tipo de notícia. A cada clique ou comentário no post você ajuda os caras a ganharem uma graninha muito boa, alimentando esse mercado.

O grande trunfo desses fakers – vamos chamar assim -? É a desinformação do usuário dessas redes sociais. Quantas vezes você assiste um vídeo polêmico e compartilha com grupos sem saber sobre ao origem desse vídeo ou a certeza de seu conteúdo. \Pois é exatamente aí que os caras se dão bem. A fake News é divulgada e transita na internet por milhões de pessoas como verdade real, que muitas vezes nunca poderá ser desmentida.

Uma outra expressão que também ganhou destaque na imprensa por conta da eleição presidencial americana em 2016 é post-truth, ou ainda, post-truth politics, cujas traduções são simples e diretas: “pós-verdade” e “política da pós-verdade”.
A menos de um ano das eleições gerais no Brasil, que serão marcadas por debates polarizados entre a direita e a esquerda populista, em que temas como corrupção e impunidade estarão necessariamente na ordem do dia, teremos que lidar com esse problema. Como combates da desinformação e as chamadas fake news  ou a post-truth politics?...

Que medidas podem e devem ser tomadas para se evitar um processo eleitoral distorcido, influenciado por falsas notícias ou informações distorcidas, que beneficiem um lado em detrimento de outro?

Diferentes instituições públicas convocam debates sobre medidas que podem ser adotadas para garantir um processo eleitoral democrático e transparente. Algumas propostas preocupam movimentos sociais, que temem que o alarde em torno das notícias falsas leve ao controle dos conteúdos pelas plataformas digitais e, com isso, à censura na internet.
Para detalhar os desafios do Brasil diante do tema, reproduzimos abaixo reportagem da Agência Brasil sobre o tema fake news e controle na internet.

Na Declaração  Conjunta sobre Liberdade de Expressão e Notícias Falsas (Fake News), Desinformação e Propaganda, órgãos das Nações Unidas trataram da questão. Se por um lado, apontam que as fake news corroem a credibilidade da imprensa e interferem no direito das pessoas à informação, por outro, alertam que governos, sob o argumento de combatê-las, não devem promover censura. “A desinformação e a propaganda afetam intensamente a democracia”, resumiu o relator especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)  na divulgação do documento.

“No início da internet, previu-se que o acesso direto e descomplicado à informação levaria a uma era onde o conhecimento seria equalizado através da rede e todos tomaríamos decisões melhores e [seríamos] mais bem-informados”, argumenta o coordenador do Comitê, Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Maximiliano Martinhão. “Por outro lado, a falta de uma curadoria aumenta a demanda por um senso crítico daqueles que consomem informação e comunicação pela internet”, acrescenta. Martinhão foi um dos participantes do Seminário Internet e  pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
Não é o que tem ocorrido. Diretora da Agência Lupa (especializada em checagem de informações), Cristina Tardáguila lista conteúdos falsos que ganharam projeção nas redes, como a suposta notícia de que o papa Francisco havia apoiado o republicano Donald Trump na corrida eleitoral e a de que o ex-presidente Barack Obama não era norte-americano, o que o motivou a divulgar a própria certidão de nascimento.

Proteção e censura.

Em uma campanha eleitoral de apenas 45 dias, uma exposição negativa decorrente de notícia falsa pode significar o fracasso de um candidato, além de outros danos. “Não podemos nos negar a entender essa realidade”, ressaltou o presidente do TSE, minitro Gilmar Mendes. Ele ponderou que a tentativa de prejudicar adversários por meio de informações falaciosas sempre existiu, mas que o novo é a velocidade da disseminação desses conteúdos e sua abrangência, por meio da rede de computadores.
A pesquisa TIC Domicílios 2016, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, identificou que as atividades mais comuns executadas na rede são o envio de mensagens instantâneas (89%) e uso de redes sociais (78%). A maior parte desses fluxos se dá em plataformas de uma mesma empresa: o Facebook, que também controla o aplicativo para celulares Whatsapp. Além da concentração econômica, há o desafio de efetivar regras, pois as corporações que atuam na rede são, em geral, internacionais. “[No caso das fake news], muitos sites estão instalados em países longínquos e com a institucionalidade muito débil, o que dificulta a cooperação judicial”, ressalta Gilmar Mendes.

Legislação.

Atualmente, o Marco Civil da Internet permite empresas como o Facebook a adotar políticas para manutenção ou remoção de determinado conteúdo, caso a informação ofenda os termos de uso. Além disso, estabelece que a plataforma remova os dados em caso de decisão judicial neste sentido.
Para o presidente do Conselho de Comunicação Social (CCS), Murillo de Aragão, a solução para combater as fake news, garantindo também a liberdade, passa por medidas diversas, a começar pela educação da população. “Temos que ter uma legislação mais robustecida e que possa dar às autoridades os instrumentos devidos de intervenção e punição, rapidamente, nos casos de fake news", disse.

Coordenador da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), Fernando Neisser defendeu atenção à dinâmica da internet porque é o meio de comunicação que mais cresce em influência na sociedade, mas discordou da fixação de regras duras sobre notícias falsas. Ele argumenta que “o discurso político não passa por esse crivo de sim e não tao óbvio”, pois comporta opiniões que não são necessariamente verificáveis. Para ele, as instituições devem atuar para garantir que dados pessoais não sejam comercializados por empresas de big data(grande conjunto de dados armazenados) e ter atenção sobre as formas de impulsionamento e direcionamento de opiniões nas redes sociais.

Fernando Neisser entende que a legislação eleitoral brasileira já proíbe a compra ou venda de dados cadastrados eletronicamente. Isso porque a Lei 12.034/2009 veda a utilização, doação ou cessão de cadastro eletrônico de seus clientes, em favor de candidatos, partidos ou coligações. A norma proíbe ainda a venda de cadastro de endereços eletrônicos. A regra tem sido usada para impedir, por exemplo, que cadastros de e-mails de uma determinada loja possam ser vendidos. "Essa regra se aplica integralmente a qualquer tipo de dado que pode ser cadastrado eletronicamente", afirma Neisser.
Papel das plataformas.

Para a integrante do CGI.br e da Proteste – Associação de Consumidores,  o centro do debate é saber como as informações são disseminadas na rede. “Os algoritmos [códigos] definem se você vai receber determinada informação. Vamos supor que chegue à véspera das eleições e o Facebook, por uma preocupação ou outra, comece a postar no feed de notícias das pessoas publicações como ‘lembre de votar amanhã’, mas que ele concentre esse aviso para pessoas de direita ou de esquerda. Em que medida esse resultado pode alterar os resultados das eleições?”, alerta.

Durante as discussões no TSE, representantes do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social defenderam que a tarefa de apontar o que é ou não notícia falsa não deve ficar a cargo apenas das plataformas digitais e lembraram a discussão em curso nos Estados Unidos, onde o Facebook é acusado de ter favorecido Donald Trump por meio de informações privilegiadas.

Diante do calendário eleitoral no Brasil para as eleições de 2018, o Intervozes sugeriu que o TSE dialogue com a empresa para que medidas de transparência já sejam adotadas. No Brasil, apenas o Facebook reúne mais de 100 milhões de usuários.
Como resposta às acusações nos EUA, oo Facebook divulgou, em outubro, comunicados sobre novas medidas de transparência para os anúncios publicitários que veicula e de combate às fake news. Uma das mudanças é a política de permissão para que qualquer cidadão, ao entrar em uma página, possa verificar quais anúncios foram feitos pelo Facebook, qual o alcance e o valor investido nessas publicidades. A plataforma anunciou que testaria a nova política no Canadá e não divulgou se e quando as medidas serão adotadas em outros países.

De acordo com o Facebook, novas medidas de transparência estão sendo adotadas para combater a disseminação de fake news.

A Google também lançou recentemente mecanismos para que os próprios usuários confirmem os dados e obtenham informações, elaboradas pela própria empresa e demonstradas por meio de imagens, para verificar se determinado conteúdo trata de algo real, mentiroso ou parcialmente correto. A ferramenta ainda não está disponível no Brasil. Recentemente, a empresa estabeleceu parceria com a International Fact-Checking Network (IFCN) para remover dos resultados toda e qualquer notícia que publicar dados errados ou falsificados. Conforme comunicado emitido em abril, serão prejudicadas nas buscas informações de “baixa qualidade”, conceito que inclui o que chamou de “teorias de conspiração” e “fake news”.
Flávia Lefebre critica essa medida, alertando para o caráter subjetivo do que pode ser considerado "teorias da conspiração”.

Checagem das informações.

Em resposta à Agência Brasil, a empresa Google apontou que cerca de 0,25% do conjunto de pesquisas do tráfego diário que recebe contém conteúdo ofensivo ou claramente enganoso. Para ajudar a prevenir que conteúdos desse tipo se espalhem, a Google disse que trabalha, desde 2016, em iniciativas diversas para melhorar o serviço de busca, esforço que inclui criação de um selo de verificação de fatos; medidas para impedir a monetização de fake news na plataforma de publicidade digital AdSense e mudanças no algoritmo da busca para privilegiar “conteúdo de qualidade”. 

Novas diretrizes de busca “vão ajudar nossos algoritmos a rebaixar esses conteúdos de má qualidade e nos ajudar a fazer outras melhorias com o tempo”, descata a companhia em resposta. A empresa não comentou o questionamento sobre a subjetividade da descrição que pode ser feita baseada no conceito de “teorias da conspiração”. Citou, sobre isso, que pessoas foram contratadas para avaliar os novos mecanismos e sinalizar “melhor o que pode ser uma informação enganosa ou forjada, resultados ofensivos inesperados e teorias da conspiração sem fundamento”.
Enquanto outros mecanismos não são definidos pelas instituições, cabe à população ficar alerta para não formar sua opinião sobre notícias falsas. Diretora da Agência Lupa apontou ações que devem ser adotadas pelos internautas, como manter uma postura de desconfiança em relação ao que acessa; verificar a data da publicação do conteúdo; questionar o interesse do autor e ver se a URL – o endereço virtual – é estranha. Consultar bases de dados confiáveis, como as do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE) também é uma dica para confirmar o que consta nas informações que circulam na rede.

Fonte: Agência Brasil

22 de ago. de 2017

Delícias da Confeitaria Francesa e seus Pequenos Segredoss

A confeitaria francesa, embora já existisse tinha uma base bastante rudimentar, só atingindo o seu ápice no final do séc. XIX. Contudo, o exercício dessa profissão ainda exigia enormes sacrifícios de seus adeptos, com uma infinidade de operações manuais, como bater claras, afinar o açúcar, quebrar amêndoas, além de exigir extremo cuidado na manipulação e conservação dos produtos, o que resultava, muitas vezes, em intoxicações mortais. O tempo passou e as técnicas evoluiram...
Foi nesse período que surgiu a tradicional e ainda hoje existente Fauchon de Paris, considerada a delicaterssen de maior prestígio no mundo, e as primeiras escolas de cozinha: Le Cordon Bleu e Ritz Escoffier, tendo sido Auguste Escoffier o chef que profissionalizou a cozinha francesa, ao criar setores interdependentes, tais como: garde-manger, entremettier, rotisseur, saucier e patissier; A base da cozinha moderna.
Gaston Lenôtre reverenciado como o “pai da Nouvelle Pâtisserie”, pesquisador incansável, autor de Meringue d’Automne, Gâteau Concorde, Charlotte Cécile; fundador da l’École Lenôtre destinada particularmente, ao aperfeiçoamento de profissionais; e de um complexo gastronômico com Café, Traiteur e Boutique –  é o referencial para todos os grandes astros que figuram no cenário gastronômico mundial hoje em dia, como Pierre Hermé e François Payard.
O  boom da confeitaria francesa, no final do séc. XX,  trouxe as tortas montadas em aros, com bases de dacquois e biscuit joconde, mousses, bavarois, combinações inusitadas de especiarias e frutas exóticas. Os irresistíveis Gâteaux d’entremets parecem se perpetuar na sutileza dos sabores, texturas e formas surpreendentes e na riqueza inesgotável de detalhes. A inspiração para tanta criatividade repousa, enfim, em suas próprias tradições.
Por trás dos sabores deliciosos também se escondem histórias...

Éclair (A bomba) Diz-se que ela deve ser devorada em um flash! E esse é, sem dúvida, a origem do nome - éclair - desse doce tipicamente francês. A bomba tem tudo para agradar: uma massa choux, de forma alongada, coberta com creme de confeiteiro. Chocolate, café, baunilha: os aromas em destaque de uma delícia untuosa criada pelo célebre confeiteiro Marie-Antoine Carême, apresentado como "o rei dos chefs e o chef dos reis" no século XIX.
 A madeleine A Madeleine não é somente o nome de uma soberba igreja do centro de Paris! É também um clássico da confeitaria francesa. Um bolo tradicional feito de ovos, em forma de concha e originário da Lorraine. Na Idade Média, já se fabricavam pequenos bolos de ovos moldados em vieiras, o emblema da peregrinagem à Santiago de Compostela. Seu objetivo? Alimentar os peregrinos a caminho de Compostela. E Madeleine que ofereceu aos viajantes essa suculenta sobremesa. Marcel Proust imortalizou essa doçura, que evoca a nostalgia desde então, em referência à sua obra-prima "Em busca do tempo perdido".
O mil folhas Peguem as calculadoras: 3 camadas de massa folhada, dobrada de 6 a 10 vezes, cada camada formando 300 a 400 folhas... Seu paladar recebe milhares de camadas finas crocantes, decoradas com creme de confeiteiro e cobertura de açúcar branco. A paternidade do mil folhas é razão de debate. Para alguns, ele foi inventado pelo cozinheiro François Pierre de La Varenne, que o descreve em sua obra Cuisinier françois (Cozinheiro Francês), em 1651, e depois aperfeiçoado por Carême. Mas, para muitos confeiteiros profissionais, o mil folhas só foi verdadeiramente criado em 1867 na confeitaria de Adolphe Seugnot, então situada na rua du Bac em Paris. Qualquer que seja a origem, essa sobremesa, muito crocante, constitui um verdadeiro símbolo da confeitaria francesa além das fronteiras, onde às vezes é chamado de Napoléon.
Torta ópéra Eis um grande clássico da confeitaria francesa! A torta ópera acerta seu paladar com uma sucessão de biscoitos embebidos em um xarope de café, de ganache, de creme de manteiga com aroma de café, todo recoberto por um banho de chocolate. A torta ópera nasceu da vontade de prestigiar a confeitaria francesa: o confeiteiro parisiense Cyarique Gavillon, que trabalhava para a casa Dalloyau, concebeu, em 1955, um bolo com um baixo teor de açúcar, sem álcool, e exibindo uma forma retangular para um resultado vanguardista. 
Paris-Brest. O Le Paris-Brest e a... bicicleta tem um ponto em comum. É um bolo elaborado à base de massa folhada, em forma de roda, furada no meio e coberta comcreme praliné. O Paris-Brest, que  tem esse nome desde 1891, foi inventado por um confeiteiro que, antigamente, tinha uma loja no percurso da famosa corrida ciclísitica Paris-Brest.

Fonte: A Tout France  - Getty Images  / Professional Pastry Chef – Bo Friberg


15 de ago. de 2017

Gigantes do Streaming acirram concorrência com a Netflix


Antes de adentrarmos ao tema convém esclarecer o que é “streaming”. Streaming é uma tecnologia que envia informações multimídia, através da transferência de dados, utilizando redes de computadores, especialmente a Internet, e foi criada para tornar as conexões mais rápidas.

Um exemplo de streaming, é o site Youtube ou a Netflix, que utilizam essa tecnologia para trasmitir vídeos em tempo real.


Em inglês, a palavra stream significa córrego ou riacho, e por isso a palavrastreaming remete para o fluxo, sendo que no âmbito da tecnologia, indica um fluxo de dados ou conteúdos multimídia. Muitas pessoas assistem filmes, seriados ou jogos de futebol em streaming.

O live streaming permite que o utilizador veja um programa que está sendotransmitido ao vivo. Existem também a possibilidade de transmitir um evento através do live streaming, para que pessoas que estão longe possam assistir.

 O trailer do novo filme de Will Smith parece ser um estouro de bilheteria à espera de acontecer. Alienígenas e humanos convivem numa Los Angeles do futuro. "Bright" tem perseguições motorizadas, explosões e diálogos sarcásticos. O orçamento também é digno de um grande estúdio: custo de produção estimado em US$ 90 milhões.

Mas "Bright" não será lançado nos cinemas. Estará disponível só no serviço de streaming Netflix, que está sacudindo a hierarquia de Hollywood e das redes de TV ao oferecer entretenimento on demand a assinantes pelo mundo.



A Netflix é uma compradora nova de material original, e gasta mais de US$ 6 bilhões ao ano em conteúdo. Em geral faz ofertas superiores às dos estúdios e de redes tradicionais de TV. Nesta semana, anunciou a primeira incursão televisiva dos irmãos Joel e Ethan Coen, um western em seis episódios. Neste ano, obteve 91 indicações ao Emmy.

A companhia se tornou gigante no setor de entretenimento em período curto. Começou como locadora de DVDs via correio e se tornou gradualmente streaming. Em 2012, quando lançou a primeira série, "House of Cards", tinha 30 milhões de assinantes.


 Sua expansão global já soma 104 milhões de assinantes em mais de 190 países e valor de mercado de US$ 74 bilhões.

É possível sustentar uma ascensão assim tão rápida? Empresas que dominam a produção e distribuição tradicional estão tentando contra-atacar uma rival que depende pesadamente de empréstimos.


A Disney, maior companhia mundial de mídia, anunciou que retirará seus filmes de animação da Netflix em 2019 e criará seu próprio streaming.

Rivais dotados de recursos fortes, como a Amazon, concorrem com a Netflix e, por consequência, elevam os custos de compra e produção.


Embora a receita anual tenha crescido acentuadamente, para US$ 8,8 bilhões, e a empresa não esteja no vermelho, ela recorre pesadamente a captação. A estratégia preocupa parte do mercado.

A ascensão coincidiu com o surgimento do "corte de cabos" nos EUA –o cancelamento de assinaturas de TV a cabo ou por satélite, após décadas de alta das assinaturas.


 Para o mercado, o consumidor mostrou que não quer mais assistir conteúdo de modo linear, ver anúncios e que não se importa com o conceito de canais como marcas.

A estratégia de produção e distribuição da Netflix tem resistência de parte de Hollywood, já que não lança seus filmes em cinema preferindo ir diretamente para o streaming.
  

 Mas a julgar pelas indicações ao Oscar de seus documentários, como "13th", de Ava DuVernay, e pela recente rodada de indicações ao Emmy, a Netflix se estabeleceu com força junto aos críticos.

Do ponto de vista financeiro, porém, persistem os temores de que as dívidas possam se tornar problema, especialmente se o crescimento das assinaturas desacelerar ou se os custos de captação subirem.


 A empresa diz que pode cortar os custos, mas que não se preocupa com gastos. O presidente-executivo, Reed Hastings, declarou que o nível de endividamento atual da companhia é um indicador de desempenho positivo no futuro.

"Um fluxo de caixa negativo será indicador de enorme sucesso", disse Hastings.


 A despeito do avanço dos concorrentes e de outras dificuldades, a empresa revolucionou o streaming continua crescendo. Mas se tornou alvo, e esse alvo só vai crescer.

Fonte:  MATTHEW GARRAHAN
 'FINANCIAL TIMES'