Mostrando postagens com marcador VINHOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador VINHOS. Mostrar todas as postagens

17 de ago. de 2018

Conheça a Melhor Maneira de Montar a sua Adega em Casa


Os brasileiros tem consumidos vinhos cada vez mais, criando um hábito gastronômico extremamente saudável e requintado, o que não significa dizer que deva ser caro ou que seja inacessível a qualquer pessoa. 
Afinal, ano se trata tão somente de saborear esse líquido saboroso ou consumir bebida, mas,  de saborear a " bebida dos deuses" e saber harmonizá-la com um prato ou mesmo conhecer a história por trás do rótulo, suas técnicas elaboradas e a diversidade de frutos utilizados na sua elaboração.

O vinho é uma bebida perfeita para reunir os amigos, fazer um jantar romântico ou simplesmente tomar uma taça sozinho, absorto em seus pensamentos, quem sabe até mesmo cultivando o desejo de ter uma adega em sua casa, o que até alguns anos atrás era inimaginável, pois, de pronto, nos deparávamos com o problema do espaço.

Qualquer bom conhecedor e apreciador de vinho sabe que a melhor maneira de guardar suas garrafas em casa é contar com a ajuda de uma adega, ítem que se tornou uma tendência de decoração acessível a todos, até mesmo àqueles que tem ´problema de espaço em casa, devido a diversidade de modelos, tamanhos e formas.
Montar uma adega em casa é relativamente simples, já que a diversidade de possibilidades existentes no mercado atende a todos os gostos, dimensões físicas disponível e capacidade financeira para investir, seja em relação a equipamentos climatizados ou  estruturas mais rudimentares, porém não menos decorativas, até o item princípal da adega, que será o rótulo dos vinhos que lhe agradam, que variam dos mais comuns em termos de custo/benefício até cifras astronômica acessível a poucos privilegiados.A menos, evidentemente, que você seja um daqueles que possui amigos que lhe proporcionam do bom e do melhor, sem que você tenha que dispender um único centavo.

Seja com for, importante que o local seja escolhido com calma, levando em consideração alguns detalhes, como o espaço para a adega, que deve ser pensado de acordo com a quantidade de vinhos que se deseja guardar.
O imprescindível é que seja do lado interno da casa, longe do sol, relativamente fresco preservado dos outros ambientes, podendo até ser um cantinho disponível na sala de jantar, independentemente da sua adega ser climatizada ou não. Aproveite o máximo de espaço disponível m sua casa. 

Dependendo desses fatores, disponibilidade financeira e espaço físico, você pode optar por guardar seu vinho em estruturas de adega eletrônica (com controle automático de temperatura, luz e trepidação), o que exigirá um projeto arquitetônico de adega (iguais aquelas que vê em restaurante) ou montar o seu espaço de maneira “artesanal”.

Para um espaço artesanal, que exija menos investimento e menor espaço, lembre sempre de escolher peças que garantam estruturas firmes para suporte dos vinhos (como caixas de madeiras com verniz ou pedras) e que elas sejam posicionadas de maneira que não se movimentem. Lembre-se também que os vinhos precisam ficar deitados nesse ambiente.
Conheça algumas dicas para você ter a sua própria adega:

Uma boa adega de vinhos depende de três características essenciais para dar certo: temperatura do local; baixa incidência de luz solar ou artificial; baixo risco de trepidação ou movimentação das estruturas. Todos esses três fatores (movimento, temperatura e presença de luz) podem influenciar na manutenção da qualidade de um vinho e, por isso, devem ser cuidadosamente levados em consideração.

Garanta também que o mesmo ambiente conte com um espaço fácil para se deslocar e que você possa deixar, bem próximo, itens que completarão sua experiência com o vinho (decoração, utensílios e taças).
Tenha tipos de vinhos diferentes para situações diferentes, pois todo mundo tem um tipo de vinho favorito, porém para uma adega, por mais simples que seja, é importante contar com estilos diferentes para lhe atender em várias situações.

Por isso, na sua adega em casa, conte sempre com pelo menos:

2 tipos de vinhos tintos encorpados;
2 tipos de vinhos tintos de corpo médio;
2 tipos de vinhos tintos mais leves;
3 tipos de vinhos brancos (1 encorpado e 2 leves);
1 tipo de espumante;
1 tipo de vinho rosé;
1 vinho de sobremesa (como o Vinho do Porto).

É claro que as quantidades podem, e  devem, variar conforme seu espaço disponível, mas tente manter essa variedade para atender a todo o tipo de ocasião, sendo fundamental que você guarde as garrafas sempre da maneira certa, deitadas. As abertas deverão ficar em pé e devem ser consumidas rapidamente. Aberta a garrafa a tendência é que o vinho perca suas qualidades e avinagre em pouco tempo.

Vinhos tintos devem ser os mais distantes da luz e calor.

Vinhos brancos, espumantes e rosés podem ir para a geladeira, na prateleira inferior, caso você tenha limitação de espaço. Lá eles permanecem bem por até 6 meses.

Seu vinho de sobremesa também pode ser guardado na geladeira, se desejar, pelo mesmo prazo de seis meses.

Você provavelmente já deve saber que existem taças ideais para o consumo de diferentes tipos de vinho. Por isso, na sua adega em casa – ou pertinho dela – você deve deixar as taças que vão atender aos diferentes tipos de consumo.
Além das taças, esse espaço também precisa contar com os utensílios certos para sua experiência com as garrafas favoritas. Por isso deixe nesse ambiente, acessórios como:

Saca rolhas; Decanter; Cortador de lacre de garrafas; Marcadores de copo; Corta gotas; Descanso para copos; Fechadores a vácuo.
No mais é aproveitar seus momentos de lazer e brindar a vida. - Santé!...


By MuroPixado


1 de dez. de 2017

Dicas Práticas para Harmonizar Vinhos

O vinho é um excelente acompanhamento para uma boa refeição, isso é quase um consenso geral. No entanto, quem nunca ficou em dúvida de qual vinho escolher para acompanhar determinado prato especial, afinal a harmonização é uma arte que exige algum conhecimento técnico, o que nem todos possuem.
O avanço tecnológico e a descobertas de novas técnicas de cultivo e de produção de vinho trouxeram uma enorme variedade de aromas, que estimulam e propiciam uma infinidade de combinações capazes de se harmonizar com o requinte e a variedade de ingredientes que compõem os conceitos da moderna cultura gastronômica mundial.
A combinação de vinhos e pratos não é feita de forma aleatória, com base exclusivamente no gosto pessoal de cada um, mas seguindo alguns conceitos básicos, que nos permitem explorar um infinidade de sabores e texturas, que inebriam os sentidos e satisfazem ao paladar. 
Para isso algumas regras simples, que não exigem profundo conhecimento sobre castas, técnica de maturação ou conhecimento sobre terroir do vinho que se pretende beber, devem ser obedecidas, regras essas que quebraram, até certo ponto, o paradigma simplista, até então existente, de que carne vermelha exige um vinho tinto ou carnes brancas vinho branco.Harmonização é mais do que isso.
Na linha desse novo conceito de harmonização os experts aconselham e sugerem algumas orientações como:  vinhos tintos encorpados como Malbec e Cabernet Sauvignon se harmonizam com carnes vermelhas, por exemplo. No entanto sempre deve prevalecer na escolha do vinho a combinar com o prato, aquele que mais agradar o seu paladar.
Dessa forma, a nossa ideia é, simplesmente, oferecer alguns exemplos de combinações que os especialistas apontam como interessantes e possíveis, com base nas quais se pode obter bons resultados, sempre atento, no entant, a regra básica mais antiga sobre harmonização que sugere utilizar para pratos de determinada região um vinho daquela mesma região.
Algumas dicas importantes:
Um conceito comum à mesa é de que peixes e frutos do mar se harmonizam com vinhos brancos sem muito alcool. Porém, quando acompanhado de molho branco o vinho deve ser mais encorpado. Se o molho for de tomate,acompanhe com um vinho Rosé, que harmoniza muito bem com salmão ou bacalhau.

Não harmonize nunca peixe com vinho tinto, pois faz gerar um gosto metálico, que anula o sabor do peixe.  Assim como o camarão, pede uma bom vinho branco. Se for uma lagosta opte por um espumante ou um Rosé.
Da mesma forma aves combinam, também, com os brancos, rosés ou tintos leves, tais como a uva Pinot Noir e o Boujolais, 

e as carnes vermelhas e carnes de sabor intenso combinam com vinhos tintos  encorpados como o Carbernet Sauvignon ou Malbec.

Com base nesses conceitos vamos detalhar essas sugestões com algumas dicas de harmonização de vinhos com pratos:


carnes brancas preparadas com molho, o vinho deve harmonizar com o molho, entretanto preste atenção ao excesso de ingredientes com sabor forte, como o alho, às conservas, molhos com utilização de vinagre e  limão ou com o uso de shoyo, ovos (cozidos, fritos, omeletes ou com maioneses), alcachofra, folhas amargas, tais como a rúcula, o agrião, a endívia, pois, regra geral, o vinho não vai bem com o excesso desses ingredientes.

As carnes cozidas em seu próprio molho, assim como o frango ensopado, o ragú de cordeiro, combinam com vinhos tinto encorpados e envelhecidos, cujo sabor é mais acentuado. Essa regra serve para carnes elaboradas a base de molho de tomate.

A carne de pato e os embutidos combinam com vinhos de sabor forte, podendo ser tintos ou brancos, porém quando cozidas em molhos, principalmente se esse molho for branco e leve, ou a base de queijo,  devem ser harmonizadas com vinho branco, seguindo aquela regrinh acima , de que "o vinho deve harmonizar com o molho";
molhos ácidos ou cítricos, harmonizam melhor com vinhos também ácidos, podendo ser tintos ou brancos. Lembrem-se que os iguais se atraem no mundo da harmonização. Porém muito cuidado com esse tipo de molho.
No Brasil é comum se beber mais vinho tinto do que o branco, a despeito do vinho branco ser o mais ideal para o nosso tipo de clima, quente ou temperado. Isso faz sentido, no entanto, porque no brasil consome muita carne vermelha. E falando em carne há, no podemos ignorar o churrasco, gastronomia típica do sul, que se incorporou ao hábito alimentar dos brasileiros de todas as regiões. Então vejamos algumas sugestões de harmonização:

Nesse contexto, carnes vermelhos em geral combinam muito bem com vinhos de sabor mais intenso, como um Carbenet ou um Malbec. Este é o caso da picanha, preferênica nacional nos churrascos, que casa perfeitamente com um vinho intenso, por isso cai na regrinha básica  das carnes vermelhas;
No entanto, o filé mignon, por ser uma carne de sabor menos intenso, harmoniza perfeitamente com o Pinot Noir e com o Beaujolais, vinhos leves.

Há exceções, no entanto, poi o filé mignon elaborado com um molho au gratin - molho branco ou de queijo - harmoniza com vinho branco ou rosé. Se o molho for escuro, aí sim cabe um tinto encorpado, como sugerido acima e inclusive com um Carmenére. Se for um prato aromático, como um molho de ervas, vai muito bem com um vinho com uvas Torrontés, uma Gewurztraminer ou Malvasia.


o cupim, por ser pouco suculento, embora macio, pode se apresentar um tanto ressecado, pedindo um espumante branco. O perlage da bebida supriria a falta de líquido na carne, potencializando o sabor;

Perlage são aquela borbulhas de gás carbonico, que se formam quando um espumante ou champagne é aberta.

A alcatra, que possui muita fibra e é macia, pouco gordurosa, vai muito bem como um  
Carmenére ou Pinot Noir;

o delicioso frango na brasa (assado ou grelhado) pode ser harmonizado com um branco leve como Sauvignon Blanc, Riesling, Chardonnay, Chenin ou até um Rosé. Entretanto, se for preparado com um molho vermelho - molho de tomate -, aí um tinto leve vai muito bem;
a linguiça, por ter um alto teor de gordura, pode ser acompanhada por um espumante Rosé brut. Se for apimentada vai de Riesling seco alemão, que vai muito bem;

Carnes vermelhas magras, cordeiro e javali grelhados vão muito bem com Carmenére.
Em outras postagens vamos esmiuçar mais as sugestões de harmonização com aperitivos, pratos principais, sobremesas queijos e outros. Por enquanto ficamos por aqui, para não complicar demais.

30 de mai. de 2015

CONHECENDO VINHOS - SAIBA O QUE SÃO TANINOS



Dentro do universo entusiasta do vinho, dos sommeliers experientes aos apreciadores iniciantes, termos como “muito tânico” ou “pouco tânico” são comuns. Vilão para leigos e alma do vinho para os mais experientes, mas afinal, o que caracteriza um vinho como tânico? Qual é a interação deste dito tanino com a bebida e o quanto influencia no paladar?

Falando da origem técnica, o tanino é um mecanismo de defesa das plantas. É um composto presente na proteína vegetal, abundante em folhas e frutos que ainda não estejam com a sua maturação completa. Por exemplo, se um animal ingere parte ainda verde de uma planta, que não será capaz de gerar frutos, sentirá o gosto amargo dos taninos, e não irá continuar comendo, permitindo que o vegetal tenha a sua maturação completa.


No que se referem às uvas, os taninos estão presentes em especial na casca, nas sementes e nos engaços (os “cabinhos” das uvas). É por esta razão que o adjetivo é atribuído somente aos vinhos tintos, uma vez que raras são as elaborações de brancos em que o mosto (o caldo obtido das frutas, após serem espremidas) é exposto à casca e engaços durante muito tempo.

Assim como os açúcares e outros componentes que emprestam sabor aos vinhos, os taninos também têm a sua etapa de amadurecimento: quando jovens, tendem a ser agressivos e adstringentes, evoluindo, com o tempo de maturação da fruta, para um paladar mais macio e agradável.


Atualmente, as boas técnicas de cultivo da uva medem a concentração de taninos a  fim de definir o momento mais apropriado para a realização da colheita, e a partir de então, a sua vinificação. É nesta etapa da elaboração e vinificação da bebida que a análise dos taninos da uva se faz mais importante, pois todas as fases da transformação do fruto em vinho têm sua influência no nível de taninos do produto final. 

A temperatura e a duração da fermentação influenciam igualmente na presença dos taninos no vinho já elaborado: com o calor, as células vegetais se rompem, liberando mais facilmente todos os seus extratos, mas se o calor for excessivo, estas mesmas células podem ser inutilizadas.

A depender da variedade de uva utilizada, quanto mais grossa a casca, maior a quantidade de taninos. É por esta razão que também se diz que certas variedades de uvas são mais propensas ao envelhecimento e guarda do que as outras; já que os taninos acabam atuando como conservantes do vinho, que tendem apenas a melhorar em sabor e aromas com o passar do tempo.



Cabernet Sauvignon, Tannat, Nebbiolo, Baga, Petit Verdot, Sangiovese Grosso – são algumas das uvas mais tânicas, devido às cascas mais grossas e sementes maiores.

No momento em que a uva acaba de ser esmagada na maceração inicial, já começa a se definir a força da presença dos taninos de um vinho. As cascas, se removidas de imediato, darão resultado a um vinho branco, sem força tânica – esta somente seria obtida com um contato maior do mosto com as cascas em baixas temperaturas, o que pode vir a gerar vinhos rosé e tintos de maior ou menor potência.



Como contraponto, uvas como a Gamay, Pinot Noir e Cabernet Franc têm casca mais fina e delicada, gerando vinhos mais suaves e com menor carga tânica.


Para a fermentação, tanques mais baixos e mais largos são os ideais para a obtenção de um nível maior de taninos, pois proporcionam um contato maior dos compostos sólidos do vinho com os líquidos. A temperatura controlada nesta ocasião também é um dos fatores que ajudam a regular os níveis tânicos – quanto mais elevadas, mais taninos serão liberados.

As barricas de carvalho, mundialmente conhecidas e cobiçadas, não são aplicadas em todas as elaborações de vinho, mas também são uma grande ferramenta para o controle dos agentes tânicos de uma safra: primeiro, porque a própria madeira do carvalho empresta seus taninos à bebida, enriquecendo-o tanto na questão aromática quanto gustativa. Em segundo, porque proporcionam uma micro-oxigenação do vinho, permitindo uma oxidação controlada das células de pigmento, e assim “abrindo” as cores do tinto.


Entre outras etapas da vinificação, os taninos, como regra geral, são o elemento que rege a idade do vinho. A máxima de “quanto mais velho, melhor o vinho”, nem sempre é verdadeira, mas nos casos em que é verdadeira, os taninos com certeza estão realizando seu ótimo trabalho!

https://www.clubedosvinhos.com.br/o-que-sao-taninos/




5 de mai. de 2015

VINHOS. COMO HARMONIZAR COM OS PRATOS?





A harmonização do vinho com a gastronomia se tornou um must na vida social moderna, na medida em que tanto um quanto o outro vieram ganhando novas feições e se desenvolvendo ao longo do tempo, se mostrando acompanhantes perfeitos, quando bem compatibilizados.

O desenvolvimento no cultivo de novas espécies trouxe novos aromas, sabores, matizes de cores, acidez e corpo às variedades de uvas existentes, tornando bastante difícil a escolha para harmonizar com o prato escolhido, seja em um restaurante ou mesmo num jantar íntimo em casa, com amigos. E quem nunca se viu nessa situação em algum momento?

Por isso, fixar regras rígidas sobre harmonização é bastante limitador, segui-las cegamente então, nem se fala e, pior ainda, inventar. Tudo isso pode resultar em pagar um mico inesquecível. Portanto, melhor seguir a cartilha básica e evitar erros.

Mas, que tipo de vinho combina com o que?

Bem, Você pode escolher pelo tipo de uva, embora sejam muitas as variedades – em torno de 70, sem considerar região e etc... – o que torna extremamente difícil a escolha. Porém, valem algumas dicas básicas.

Cabernet Sauvignon - Acompanha queijos maduros, carnes assadas ou grelhadas (porco, carneiro, gado ou vitela) e pratos condimentados.

Caças como, patos e coelhos selvagens combinam também com um bom Cabernet Sauvignon encorpado.
 
Tempranillo - cai como uma luva em companhia de uma carne macia de carneiro assado com ervas e alho (pouco).

Merlot - Acompanha queijos maduros, ensopados, guisados, pratos à base de legumes e frutas secas, como ameixa, figo, nozes e avelãs. E também, com carne bovina menos macia realça o bordeaux à base de merlot, que são por si só suaves e frutados.

Shiraz - Acompanha carnes de aves e caça, que variam de acordo com a intensidade do sabor. Patos e coelhos selvagens se dão bem com tintos de intensidade aromática. E combinam, também, com comidas exóticas, pratos bem condimentados, incluindo certos preparados agridoces. Pratos com muitas especiarias.

Carmenère - É ideal para acompanhar queijos semi-maduros, pratos à base de creme e queijo, comidas muito condimentadas e pratos exóticos.

Pinot Noir - É excelente para acompanhar aperitivos, carnes e peixes como salmão ou atum com certo grau de defumação.

Chardonnay - Ideal para acompanhar queijos suaves, mariscos elaborados, carnes brancas na manteiga, quiches, risoto e massas com molho à base de creme. Peixes e frutos do mar, por sua suavidade e acidez, e ainda, peixes de sabor mais forte, como o salmão ou os mais temperados são bem acompanhados, também, por um bom vinho branco chardonnay.

Um Chardonnay branco passado por barril é um par perfeito para os molhos elaborados dos peixes finos, como o robalo, assim como a lagosta.



Outros brancos combinam com linguado e salmão na grelha ou salteados na manteiga.

Obs.: Para acompanhar as comidas japonesas os brancos e os espumantes.



E o chocolate – Bem, para acompanhar chocolate, que não é um grande amigo do vinho, recomenda-se apenas um bom vinho do Porto, pois casa bem com vinhos doces naturais, como o Banulys. Chocolate com champagne jamais.


Espumantes Moscatéis - Combinam mais com pratos doces e pedem vinhos igualmente doces. Pratos como tortas, saladas e saladas com frutas doces e outros doces, se dão bem com vinhos brancos suaves, vinhos feitos com uvas de colheita tardia. Melhor se tiver boa acidez, para não ficar muito enjoativo.

Espumantes Bruts - Pode acompanhar petiscos, pratos frios, entradas, peixes e diversos frutos do mar, como as ostras frescas.





Outras regrinhas básicas:





Siga seu instinto e seus gostos, pois vinho é, antes de tudo, uma questão de gosto. O primeiro princípio é seguir suas afinidades com os diferentes vinhos para conseguir a aliança perfeita.

Evolua aos poucos. É preciso aguçar o paladar. Logo, é preciso otimizar seus gostos em matéria de vinho e refeições. O vinho branco é uma bela opção para começar antes de atacar um vinho tinto mais robusto. Este é um princípio básico, pois vinhos brancos são carismáticos. Um vinho tinto suave tem uma afirmação mais difícil. Na hora da sobremesa, um vinho doce saberá finalizar bem a refeição, sem assustar as papilas.



Champagne com sobremesas: uma má ideia. Os franceses costumam finalizar uma refeição com uma sobremesa servida com champagne. O erro é, contudo, fatal para os paladares se o prato principal foi servido com vinho tinto. As bolhinhas do champagne são perfeitas para abrir o apetite, porém, no fim do jantar, é uma catástrofe, salvo algumas exceções. Uma opção: criar uma refeição que harmonize bem com o champagne do início ao fim.

Servir um grande vinho na refeição pode ser de mau gosto, porquanto os bons vinhos, reservados para ocasiões especiais, não precisam de nenhuma receita para expor seu potencial aromático. Servi-lo no jantar, mesmo que com os cortes mais nobres de carne ou o melhor queijo, pode ofuscá-lo.


Vinho branco ou vinho tinto evoluem ao lado de peixes. Isso é fato em degustações: o vinho branco harmoniza muito bem com peixes. Mas pode acontecer de pessoas não gostarem deste tipo de bebida. Nesse caso, o vinho tinto não é de todo proibido, se seu tanino não for forte. Em caso positivo, ele se confronta com as proteínas do peixe, resultando em um gosto ruim. Vinhos tintos mais antigos, no entanto, têm tempo de tornarem-se mais brandos e caírem bem com um peixe.

Não sirva bebidas ricas em açúcar ou de alto teor alcoólico como aperitivo. Os vinhos ricos em açúcar ou em álcool podem sobrecarregar as papilas gustativas antes mesmo de a refeição começar. Eles saturam imediatamente o paladar, ao contrário do vinho branco no champanhe e outros vinhos gasosos.

Atenção na escolha para acompanhar pratos muito condimentados. Os temperos, quando vêm em grande quantidade no prato, tendem a perfumar muito o paladar, tornando difícil a degustação de um vinho. Ao lado de um prato muito temperado, apenas um vinho muito acentuado pode ter expressão na refeição. Um curry, por exemplo, harmoniza muito bem com um Gewürztraminer.


Pelo tipo de vinho.



Vinho Tinto – sempre vão melhor com carnes, mas como são vários os tipos, os tintos são muito versáteis.



Tinto seco leve – carnes vermelhas fritas ou grelhadas, frango assado ou cozido, pizzas, bacalhau com molho e paella são ótimas pedidas;



Tinto seco encorpado – carnes assadas e queijos brancos, como o brie e o camembert caem bem;



Tinto leve – massas com molhos leves;



Tinto encorpado – queijos duros, como o provolone;



Tinto seco – massas com molho de tomate, ou com molho de ervas ou ainda com molho condimentado, além de queijos amarelos, como o parmesão e gouda, e frios em geral são combinações perfeitas;



Vinho Branco – os vinhos brancos, sejam eles jovens e frutados ou encorpados e fermentados, são melhores quando harmonizados com peixes e frutos do mar; e quase nunca combinam com comidas muito temperadas e carnes vermelhas.



Vinho Rosé – são ótimos com arnes magras grelhadas, frango assado, verduras gratinadas, massas italianas, charcutaria, entradas, tortilhas e omeletes. E não cai bem com peixes e mariscos cozido simples, peixes magros grelhados, carnes gordas e e queijos azuis,

Espumante – são flexíveis e vão bem com diversos pratos, mas a sua excelência se dá quando servidos como aperitivos, harmonizando muito bem com queijos de massa branca, como o Brie e o Camembert, peixes fumados (salmão), carnes gordas assadas (leitão, porco), aves assadas (frango, pato), entradas e aperitivos



Vinho do Porto – frutas secas, bolos, queijos azuis, sorvetes e sobremesas são boas combinações.
Dito tudo isto, não se deixe limitar. O vinho, assim como quase tudo na vida, é uma questão de gosto. O melhor a fazer é seguir os seus instintos e tentar novas experiências. Use o seu bom senso, molde a harmonização ao seu gosto, sempre evoluindo aos poucos e no final se permita novas descobertas.

 Fonte de consulta: www.petitegastro.com.br
                             www. gazetadopovo.com.br
                             Revista AdegaUOL