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13 de fev. de 2020

BANKSY O GÊNIO DO GRAFITE

Banksy é o pseudônimo de um artista pintor de graffiti, pintor de telas, ativista político e diretor de cinema britânico. A sua arte de rua satírica e subversiva combina humor negro e graffiti feito com uma distinta técnica de estêncil. 

Seus trabalhos abordam temas sociais e políticos, podendo ser encontrados em ruas, muros e pontes de cidades por todo o mundo, mas, principalmente em Bristol e Londres. 
A arte de Banksy nasceu da cena alternativa de Bristol, e envolveu colaborações com outros artistas e músicos. De acordo com o designer gráfico e autor Tristan Manco, Banksy nasceu em 1974 em Bristol (Inglaterra), onde também foi criado. Filho de um técnico de fotocopiadora, começou como açougueiro mas se envolveu com graffiti durante o grande boom de aerossol em Bristol no fim da década de 1980. Observadores notaram que seu estilo é muito similar a Blek le Rat, que começou a trabalhar com estênceis em 1981 em Paris, e à campanha de graffiti feita pela banda anarco-punk Crass no sistema de metro de Londres no fim da década de 1970. 

Conhecido pelo seu desprezo pelo governo que rotula graffiti como vandalismo, Banksy expõe sua arte em locais públicos como paredes e ruas, e chega a usar objetos para expô-la. Banksy não vende seus trabalhos diretamente, mas sabe-se que leiloeiros de arte tentaram vender alguns de seus graffitis nos locais em que foram feitos e deixaram o problema de como remover o desenho nas mãos dos compradores. O primeiro filme de Banksy, ‘Exit Through the Gift Shop’, teve sua estreia no Festival de Filmes de Sundance, foi oficialmente lançado no Reino Unido no dia 5 de março de 2010, e em janeiro de 2011 foi nomeado para o Oscar de Melhor Documentário.

Recentemente o grafiteiro colocou uma de suas mais famosas obras à venda em um leilão na famosa Sotheby's, em Londres. Quando o estêncil batizado de A Menina com Balão foi arrematado por 1,4 milhão de libras ( cerca de R$ 5 milhões), um dispositivo eletrônico foi acionado no quadro e o desenho foi picotado por um cortador de papel escondido.

O próprio Banksy fez piada de sua atitude postando no Instagram uma foto do momento em que a obra se autodestruía . Ele escreveu "Está indo, indo, foi...". "Parece que fomos Banksyficados", disse Alex Branczik, diretor da área de arte contemporânea da Sotheby's.
 A casa de leilão inglesa publicou um texto em seu site falando que o "inesperado incidente se tornou instantaneamente" um feito na história mundial da arte e que esta foi a primeira vez que um trabalho se autodestruiu automaticamente após ser leiloado.

O hotel com pior vista do mundo.
A obra mais recente do artista é o hotel inaugurado na Cisjordânia, que ele mesmo denomina como "a pior vista do mundo".  O The Walled Off deixa evidente sua crítica ao muro que divide a nação Palestina do estado de Israel, evidenciando mais uma tentativa de desconstruir ideias sobre o significado social do turismo,  com todas as janelas dos quartos voltadas para o muro que separa a cidade de Belém (essa mesma, onde Jesus nasceu) do resto de Israel. 
O The Walled Off (que faz um trocadilho com o The Waldorf, luxuoso hotel de Manhattan, Nova York) começou a receber reservas a partir do dia 11 de março, e deve permanecer aberto enquanto houver procura por parte dos hóspedes.
Além da vista – o muro de concreto gigantesco, intransponível e repleto de grafites (alguns do próprio Banksy) -, o hotel também será tomado pela arte sarcástica do inglês. Ele ainda convidou outros artistas – Sami Musa e Dominique Petrin – para ajudar na decoração dos ambientes.

O piano bar do hotel, que relembra típicos ambientes da burguesia inglesa – mas usando de muito sarcástico. Repare nas máscaras de oxigênio nas esculturas dos anjos no piano bar.
Em outro canto do piano bar, crianças brincam ao redor de uma torre de observação, enquanto uma escultura é envolta em fumaça de uma bomba de gás lacrimogêneo

Antes que imaginem que isso é uma piada, Bansky explica em seu site que não – o hotel é real, administrado pela comunidade local e aberto para receber pessoas dos dois lados do conflito e de qualquer lugar do mundo.
A inauguração do The Walled Off tem um propósito: o ano de 2017 marca o centenário do início da ocupação de tropas britânicas na Cisjordânia – que, segundo o site do hotel, ajudou a acelerar o conflito que já dura 100 anos. E, com muito sarcasmo, vem a justificativa: “na época em que escrevemos isso, não existiam eventos programados para marcar a ocasião.” Pois agora há.

E antes que definam o hotel como anti-semita, há uma nota no site que diz que The Walled Off é um estabelecimento independente, voltado para o turismo e lazer, totalmente construído e financiado por Banksy. “Não estamos alinhados a qualquer movimento ou grupo político. Nosso objetivo é contar a história do muro de acordo com a visão de cada um dos lados e dar aos visitantes a oportunidade de descobri-la por si próprios. Nós oferecemos um boas-vindas especialmente caloroso aos jovens israelitas. E não é permitido fanatismo nas nossas dependências”.
Detalhe de um dos quartos mostra um soldado israelita e um ativista palestino em uma guerra de travesseiros.

Para quem já esteve em Belém, o hotel vai funcionar em um prédio ao lado do Wall Mart, lojinha oficial do Banksy que fica em frente ao muro. Nessa loja, em que os itens mais populares são cartões-postais com grafites do artista inglês, é possível “alugar” uma lata de spray e escrever a sua mensagem bem colorida e linda no muro cinza.

 Esta não é a primeira vez que Banksy envolve-se com sarcasmo no mercado de turismo. Em 2015, com ajuda de mais de 50 artistas de rua, ele montou um parque de diversões disruptivo em uma cidade próxima a Bristol, na Inglaterra."a Disneylândia Sombria". A intenção era provocar uma crítica aos parques temáticos – em especial, ao Walt Disney World.

Um livro do ex-agente de Banksy,  Steve Lazarides, tem fotos que seriam do artista, mas nenhuma mostra seu rosto. Banksy de costas. É assim que o famoso artista britânico, que nunca teve sua identidade publicamente revelada, aparece em fotos inéditas publicadas agora em um livro no Reino Unido. As imagens de bastidor capturam o que aparantemente é Banksy em ação, criando diversas obras de arte famosas em vários locais. Nenhuma delas, no entanto, mostra seu rosto. Banksy valoriza muito seu anonimato —e é isso o que faz dessas fotos raras dele em ação muito mais interessantes.


Créditos: BBC NewsBrasil
https://blogdomuropixado.blogspot.com/2015/03/sobre-o-muro-pixado.html

25 de fev. de 2019

MAUP - Museu de Artes Urbanas do Porto Maravilha




Painel "Etnias" de Eduardo Kobra





Arte Urbana (street art, em inglês) designa um tipo de performance artística gráfica desenvolvida nos meios urbanos, dentre as quais se destaca o grafite.


A despeito de ser considerada uma arte que se perde como o tempo, o grafite, como expressão artística, foi capaz de impulsionar a transformação cultural e turística de regiões abandonadas de grande centros, como ocorreu no Soho, em Nova Iorque; no Wynwood Walls, em Miami, um pequeno bairro de armazéns e fábricas abandonados, que se tornou uma região cultural com enorme potencial turístico e econômico; ou o Wabash Arts Corridor, em Chicago, que transformou o bairro de South Loop em um hub artístico e cultural da cidade; ou ainda a região do muro de Berlim, à margens do Rio Spree, que renovou a sombria região onde surgiu a East Side Gallery, a céu aberto, com mais de 100 obras artísticas.

Obra no Wynwood Walls - Miami

Obra do Wabash Arts Corridor - Chicago
Acervo East Side Gallery

No Brasil temos também alguns exemplos de museus a céu aberto, como é o caso do Beco do Batman em São Paul, localizado na Vila Madalena, na zona oeste da cidade, em que um beco se transformou em um corredor cultural e turístico famoso.

Obra no Beco do Batman




Na cidade do Rio de Janeiro, com o advento da Olimpíada e o projeto de revitalização da abandonada região portuária, com a criação do Porto Maravilha,  em 2011, os cariocas foram presenteados na região que compreende o Boulevard Olimpíco, Santo Cristo e Gamboa, com o Museu do Amanhã, o AquaRio, o Museu do Mar e o seu primeiro museu de arte urbana a céu aberto, o MAUP - Museu de Artes Contemporâneas do Porto, que reúne hoje cerca de 50 obras de renomados artistas nacionais e internacionais da arte do grafite, que ocupam fachadas e laterais de prédios antigos e galpões daquelas regiões.
Obra do Francês Brusk - Acervo Maup

Além do objetivo de revitalização daquela área urbana, o MAUP busca também capacitar jovens da região para ajudar na pintura e reforma de fachadas, abrindo oportunidade de trabalho como guia turístico de arte urbana na região do Porto Maravilha, aonde já foram criadas mais de 50 obras de artistas de renome catalogadas e mapeadas em tres roteiros que podem ser conferidos a pé.

Obra Apolo Torres - Acervo Maup

Obras como o painel "Etnias" de Eduardo Kobra, que entrou para o Guiness Book como o maior grafite do mundo, podem ser vistas em um dos vários roteiros disponíveis, assim como obras de André Kajaman, um dos organizadores do projeto "Meeting of Favela", o maior evento colaborativo de grafite já realizado, entre outros. 

Obra Leon Keer - Acervo Maup

O roteiro do Boulevard Olímpico pode ser percorrido em duas horas e inclui 20 grafites de  artistas como a carioca Panmela Castro (anarkia boladona, no Boulevard Olimpício), grafiteira e ativista feminina, Rita Wainer, e da paulista Titi Freak. 
Obra Marcelo Ment - Acervo Maup

O roteiro de Santo Cristo é o mais extenso e pode ser percorrido em cerca de quatro horas, sendo composto por cerca de 50 murais localizados da  região da Gamboa até o Boulevard Olímpico, incluindo trabalhos dos artistas francês Brusk e do português Pantonio.

No Maup Art Center, localizado no Aqwa Corporate, também na Zona Portuária, é possível marcar visitas guiadas.

Informações: maup.rio



Fonte: 
Acervo Pier Mauá
Simplesmente Berlim
Acervo Wynwood Miami
Acervo Wabash Art Corridor Chicago










24 de out. de 2018

Navio grego de 2,4 mil anos é encontrado preservado no fundo do mar

Embarcação manteve-se bem preservada graças à profundidade da água; projeto de mapeamento do leito marinho já identificou mais de 60 naufrágios no Mar Negro.

Um navio mercante grego de aproximadamente 2,4 mil anos foi encontrado em boas condições de preservação na costa da Bulgária, no que já é considerado o naufrágio intacto mais antigo do mundo.
A embarcação, que tem 23 metros de comprimento, data de 400 a.C. e era usada para fazer o trajeto entre colônias gregas e mediterrâneas pelo Mar Negro.
O leme, bancos e até partes do porão estão praticamente intactos, por uma particularidade das profundezas em que o navio foi encontrado: a mais de 2 mil metros, o oxigênio no ambiente marinho é mínimo, o que permite que materiais orgânicos fiquem preservados por milhares de anos.
Também devido à grande profundidade, o navio jamais foi encontrado por mergulhadores - só foi descoberto agora graças a um projeto que usa câmeras feitas especialmente para filmagem em águas profundas - antes usadas na exploração de campos marítimos de petróleo -, acopladas a robôs para mapear o leito marinho.
"O fato de um navio do mundo Clássico ter sobrevivido intacto é algo que eu jamais teria acreditado ser possível", declarou o principal pesquisador do projeto, Jon Adams, professor da Universidade de Southampton, na Inglaterra. "(A descoberta) vai mudar nosso entendimento sobre a construção de navios e de navegação na antiguidade."
Os cientistas também ficaram impressionados com o fato de o navio ter grande semelhança com o desenho de uma embarcação que ilustra um vaso da Grécia Antiga, parte da coleção do Museu Britânico.
O Projeto Arqueológico Marítimo do Mar Negro já identificou, em três anos, 67 navios naufragados na mesma região, inclusive embarcações mercantes da era romana e um navio cossaco do século 17.
No caso do navio grego recém-descoberto, um veículo operado remotamente (ROV, na sigla em inglês) com câmeras acopladas obteve imagens 3D da embarcação e coletou uma amostra para que os acadêmicos pudessem identificar quando o naufrágio ocorreu.
"É como (entrar) em outro mundo", disse à BBC a pesquisadora Helen Farr, integrante da expedição. "Quando o ROV entra na água e mostra o navio, tão bem preservado no leito do mar, a sensação é de que estamos voltando no tempo."
A descoberta ocorreu a 80 km da cidade búlgara de Burgas. A carga transportada pelo navio ainda é desconhecida, e a equipe do projeto diz que será necessário financiamento para voltar a operar no ponto exato do naufrágio.
Fonte: BBBC/News

29 de mar. de 2018

PARATY DE TODOS OS SABORES, PERFUMES E CORES - A CIDADE CRIATIVA PARA A GASTRONOMIA DA UNESCO

Paraty na linguagem indígena significa "peixe de rio" ou "viveiro de peixes". Esse era o nome que os índios Guaianás, que habitaram a região davam ao local onde hoje se localiza a cidade de Paraty.  Essa denominação se justificava em razão de de ali existirem grandes viveiros de Paratis, peixes da família das tainhas (Mugil Brasiliensis), que durante o inverno subiam os rios, que desembocam na baía, para desovar e procriar antes de retornarem ao mar.

Originalmente grafava-se Paratii, com dois "is", grafia essa mantida  durante o período da colonização e que perdurou até o século XVIII, quando surgiu a grafia com "y", mantida em uso até o ano de 1943. Após o advento da Convenção Ortográfica Brasil-Portugal, que suprimiu de nosso alfabeto a letra "y", essa grafia foi oficialmente abolida. A despeito disso, a população local continuou a utilizar a grafia com "y". Em 1972 um projeto de Lei propôs se adotar como oficial a forma ortográfica grafada com "y", projeto esse o qual, entretanto, foi rejeitado sob argumento de que não se poderia impor a outras cidades histórica uma grafia antiga. Oficialmente, consagrada pelo consenso histórico a comunidade manteve a grafia de Paraty como se conhece hoje.
A Paraty cosmopolita, que se sofisticou sem jamais perder sua regionalidade e o ar de vila provinciana,  está plantada aos pés da Serra do Mar, na Costa Verde, na belíssima região que liga o litoral sul do Estado do Rio ao norte de São Paulo. 

Nos primeiros anos do século XVI, os portugueses já conheciam a trilha aberta pelos Guaianás (Trilha dos Goianás) ligando as praias de Paraty ao Vale do Paraíba, para lá da Serra do Mar. No entanto,  o primeiro registro escrito sobre a região da atual Paraty é o livro do mercenário alemão Hans Staden, “História verdadeira e descrição de um país de selvagens…” (Marburgo, 1557), que narra a estadia deste por quase um ano em aldeias Tupinambás nas regiões de Paraty e de Angra dos Reis. No entanto a primeira notícia que se tem de Paraty como um povoado é contemporânea a passagem da expedição de Martim Correira de Sá, no ano de 1597.

O núcleo de povoamento iniciou-se no morro situado à margem do rio Perequê-Açu (depois Morro da Vila Velha, atual Morro do Forte). A primeira construção de que se tem notícia é a de uma capela, sob a invocação de São Roque, então padroeiro da povoação, na encosta do morro. 
O aldeamento dos Guaianás localizava-se à beira-mar. Em 1636, Maria Jácome de Melo fez a doação de uma sesmaria na área situada entre os rios Perequê-açu e Patitiba (atual rio Mateus Nunes) para a instalação do povoado que crescia, com as condições de que os indígenas locais não fossem molestados e de que fosse erigida uma nova capela, sob a invocação de Nossa Senhora dos Remédios. Essa sesmaria corresponde à região do atual Centro Histórico da cidade.

Paraty se tronou um lugar de múltiplos sabores, onde a culinária francesa se encontra despretensiosamente com o sotaque mineiro e a exótica culinária indígena. Vila que se transformou em cidade onde a banana da terra vira iguaria sofisticada pelas mãos dos chefs locais e a  cachaça dos alambiques pinga em cafés e arde em peixes flambados nos diversos restaurante da região. Essa é a Paraty de todos os sabores, perfumes e cores, cuja gastronomia diversificada envolve uma cadeia que passa por produtores, cozinheiros, restaurantes, moradores e turistas. Não à toa, em 2017, Paraty recebeu o título de Cidade Criativa para a Gastronomia da Unesco, selo que valoriza e incentiva a cultura e a economia locais.
Essa é Paraty  de tanta História, cultura, beleza e tão bons restaurantes. Deitada a beiramar, aos pés da Serra do Mar e junto a baia de Angra dos Reis, com sua dezenas de ilhas e encantadoras paisagens, a cidade viu o tempo passar por suas estreitas ruas de pedras, fazendo lembrar as vozes dos mascates e dos aventureiros do ciclo do ouro, que vinham de Minas pela trilha do ouro, ao som triste das chibatas embalando os escravos que desembarcavam em suas praias, culminando com o transitar incessante de turistas com suas câmeras documentando suas belezas arquitetônicas, sua história e sua gente. 

A Paraty dos alambiques que produzem as famosas cachaças da região.  O mais antigo em funcionamento foi fundado no século XIX. No século XVIII o número de engenhos na região chegou a 250, tornando Paraty sinônimo de cachaça boa. 

Sair ao fim da tarde pelas ruas históricas de Paraty observando o vaivém de sua gente, o casario colonial e as pedras típicas do calçamento, assim como a invasão das ruas pela maré nos dias de lua cheia, é uma rica experiência. Mas há muito mais a se descobrir na cidade. Criatividade não falta. Principalmente, quando o assunto é a boa mesa.
O tradicional café coado no caldo de cana — sem açúcar ou adoçante, hábito comum nas roças da região, ganhou ares modernos. O café com cana é preparado na mesa, em frente aos clientes, em um coador especial — a estrutura de ferro foi criada por um ferreiro local, e o pano, confeccionado por uma costureira da cidade. Para acompanhar, doces feitos de marzipã, iguaria trazida na bagagem pelos portugueses, muito consumida pelos caiçaras. E o tradicional café pingado ganhou uma versão, digamos, mais ousada: o leite dá lugar à cachaça local. Para completar, chantilly e geleia caseira de gengibre.

Descobrir a rica gastronomia de Paraty é um prazer que aguça a curiosidade a cada esquina, a cada ruela calçada com "pé de moleque", a cada casarão centenário do centro histórico.  São inúmeras as opções de bares e restaurantes que oferecem o melhor da gastronomia internacional, bem como delícias da cozinha caiçara com sua fartura de peixes, frutos do mar e a clássica banana da terra em variadas versões.

A dez minutos de carro do Centro Histórico, com acesso no trevo da BR 101 fica a Estrada Paraty-Cunha, com suas fazendas. alambiques, pousadas e restaurantes sofisticados.

SERVIÇOS LOCAIS

Febre amarela: quem ainda não estiver imunizado contra a febre amarela, deve atentar para a importância de se vacinar no mínimo dez dias antes da chegada à Costa Verde, devido aos vários casos da doença detectados na região.

COMO CHEGAR: de carro. Do Rio até Angra dos Reis, pela Rio-Santos (BR-101), são cerca de 150km. Até Paraty, 243km.

Ônibus. Pela Costa Verde (costaverdetransportes.com.br), a tarifa custa R$ 55,40, até Angra, e R$ 79,20, até Paraty. A Reunidas (reunidaspaulista.com.br) e a Útil (util.com.br) ligam cidades de SP e Minas a Angra e Paraty.

ONDE COMER
PARATY

Academia de Cozinha & Outros Prazeres. Rua Dona Geralda 288. Valor das aulas sob consulta. Tel. (24) 3371-6025.

Alquimia dos Sabores. Estrada Paraty-Cunha Km 5, casa 5

Banana da Terra. Rua Dr. Samuel Costa 198. facebook.com/restaurantebananadaterra

Café Pingado. R. Dr. Samuel Costa 11. cafepingado.com

Casa do Fogo. Rua Com. José Luiz 404. casadofogo.com.br

Gastromar. Marina Porto Imperial, BR 101, km 578,5. gastromarparaty.com

Le Gite D’ Indaiatiba. Rodovia Rio-Santos km 562, Graúna.Tel. (24) 99999-9923

Tubarão Drink’s. Praia de Dentro, Ilha do Araújo. 

Villa Verde. Estr. Paraty-Cunha Km 7, Ponte Branca. villaverdeparaty.com.br

Voilà Bistrot. Estrada Paraty-Cunha Km 4. pousadacaminhodoouro.com.br/site/home

Refúgio Restaurante Lounge Café - Restaurante de frutos do mar com sabores brasileiros e europeus, em casa elegante com vistas do mar, serras e casas coloniais. Endereço: Praça da Bandeira, 4 - Centro Histórico, Paraty - RJ, 23970-000

Restaurante do Hiltinho - Restaurante de frutos do mar, grelhados e cachaças da região, em clima clássico e elegante de casarão colonial. Endereço: R. Mal. Deodoro, 233 - Centro Histórico, Paraty - RJ, 23970-000 e na Ilha do Algodão.

Margarida Café - Cozinha de bistrô e toque brasileiro com forno a lenha, jardim de inverno e música ao vivo também no almoço. Endereço: Praça do Chafariz - R. Cel. José Luiz - Centro Histórico, Paraty - RJ, 23970-000 

ONDE FICAR
PARATY

Le Gite D’Indaiatiba. Rod. Rio-Santos Km 562, Graúna. legitedindaiatiba.com.br

Estalagem Solar Real. Estrada Paraty-Cunha km 5, casa 5, Ponte Branca. Tel. (24) 3371-2077. 

Pousada Literária - Rua do Comércio 362. pousadaliteraria.com.br/pt-br

Pousada Tubarão - Ilha do Araújo. Tel. (24) 99818- 9476.

Pousada Arte Urquijo - Endereço: R. Dona Geralda, 79 - Centro Histórico, Paraty - RJ, 23970-000 - Telefone: (24) 3371-1362

Pousada Porto Imperial - Endereço: Rua Tenente Francisco Antônio, S/Nº, Paraty - Telefone: (24) 3371-232

PASSEIOS

PARATY

Fazenda Bananal. Visita à agrofloresta, R$ 50 (1h); passeio completo de carro (2h), R$ 100; observação de pássaros, R$ 50. Estrada da Pedra Branca. http://www.fazendabananal.com.br/

Alambique Coqueiro. Visita gratuita, com degustação de cachaça. BR-101, Km 582.cachacacoqueiro.com.br

Cachaça Maria Izabel. A 8 kms do Centro de Paraty. No Corumbê. mariaizabel.com.br

Ilhas e praias da baia de paraty - barco Conquista. Saídas: canal junto a praça de Paraty.

O Lavandário - Estrada Paraty /Cunha - Rodovia SP-171, Km 54,7 - Boa Vista - Cunha - Tel (11) 983347172



Fonte: O Globo/Boa Viagem/Dennis Kuck
             Paraty.com.br/história.asp

2 de dez. de 2017

LIVROS DO MURO PIXADO - LITERATURA


A obra "O Roubo dos Cofres Vazios" é um romance policial de ficção ambientado nos anos de chumbo, durante a ditadura militar instaurada no Brasil. Em e-book eá disponível na amazon.com e kindle E-reader. Concorre ao prêmio kindle de literatura 2017.


Trata-se de uma instigante história de suspense, com alto conteúdo de ação que cerca as investigações do assassinato de um advogado, em um estacionamento do Aterro do Flamengo. 

Na busca pelos autores desse crime o delegado, Jomã Byron, se vê envolvido no submundo da luta armada contra o regime  militar, acabando por se envolver indiretamente no roubo do cofre de um importante político, em uma mansão no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro.


O autor Carlos R. Carpes é advogado, mora na cidade do Rio de Janeiro. Já publicou pela Editora 24 x 7 outro romance policial também ambientado durante a luta armada dos anos de chumbo, 1969 - O Ano do Galo.´pode ser encontrado na Biblioteca Seven Virtual Book - Editora 24x7 - 




OBS: Caso tenha interesse em algum desses livros entre em contato conosco aqui no blog.

15 de ago. de 2017

Gigantes do Streaming acirram concorrência com a Netflix


Antes de adentrarmos ao tema convém esclarecer o que é “streaming”. Streaming é uma tecnologia que envia informações multimídia, através da transferência de dados, utilizando redes de computadores, especialmente a Internet, e foi criada para tornar as conexões mais rápidas.

Um exemplo de streaming, é o site Youtube ou a Netflix, que utilizam essa tecnologia para trasmitir vídeos em tempo real.


Em inglês, a palavra stream significa córrego ou riacho, e por isso a palavrastreaming remete para o fluxo, sendo que no âmbito da tecnologia, indica um fluxo de dados ou conteúdos multimídia. Muitas pessoas assistem filmes, seriados ou jogos de futebol em streaming.

O live streaming permite que o utilizador veja um programa que está sendotransmitido ao vivo. Existem também a possibilidade de transmitir um evento através do live streaming, para que pessoas que estão longe possam assistir.

 O trailer do novo filme de Will Smith parece ser um estouro de bilheteria à espera de acontecer. Alienígenas e humanos convivem numa Los Angeles do futuro. "Bright" tem perseguições motorizadas, explosões e diálogos sarcásticos. O orçamento também é digno de um grande estúdio: custo de produção estimado em US$ 90 milhões.

Mas "Bright" não será lançado nos cinemas. Estará disponível só no serviço de streaming Netflix, que está sacudindo a hierarquia de Hollywood e das redes de TV ao oferecer entretenimento on demand a assinantes pelo mundo.



A Netflix é uma compradora nova de material original, e gasta mais de US$ 6 bilhões ao ano em conteúdo. Em geral faz ofertas superiores às dos estúdios e de redes tradicionais de TV. Nesta semana, anunciou a primeira incursão televisiva dos irmãos Joel e Ethan Coen, um western em seis episódios. Neste ano, obteve 91 indicações ao Emmy.

A companhia se tornou gigante no setor de entretenimento em período curto. Começou como locadora de DVDs via correio e se tornou gradualmente streaming. Em 2012, quando lançou a primeira série, "House of Cards", tinha 30 milhões de assinantes.


 Sua expansão global já soma 104 milhões de assinantes em mais de 190 países e valor de mercado de US$ 74 bilhões.

É possível sustentar uma ascensão assim tão rápida? Empresas que dominam a produção e distribuição tradicional estão tentando contra-atacar uma rival que depende pesadamente de empréstimos.


A Disney, maior companhia mundial de mídia, anunciou que retirará seus filmes de animação da Netflix em 2019 e criará seu próprio streaming.

Rivais dotados de recursos fortes, como a Amazon, concorrem com a Netflix e, por consequência, elevam os custos de compra e produção.


Embora a receita anual tenha crescido acentuadamente, para US$ 8,8 bilhões, e a empresa não esteja no vermelho, ela recorre pesadamente a captação. A estratégia preocupa parte do mercado.

A ascensão coincidiu com o surgimento do "corte de cabos" nos EUA –o cancelamento de assinaturas de TV a cabo ou por satélite, após décadas de alta das assinaturas.


 Para o mercado, o consumidor mostrou que não quer mais assistir conteúdo de modo linear, ver anúncios e que não se importa com o conceito de canais como marcas.

A estratégia de produção e distribuição da Netflix tem resistência de parte de Hollywood, já que não lança seus filmes em cinema preferindo ir diretamente para o streaming.
  

 Mas a julgar pelas indicações ao Oscar de seus documentários, como "13th", de Ava DuVernay, e pela recente rodada de indicações ao Emmy, a Netflix se estabeleceu com força junto aos críticos.

Do ponto de vista financeiro, porém, persistem os temores de que as dívidas possam se tornar problema, especialmente se o crescimento das assinaturas desacelerar ou se os custos de captação subirem.


 A empresa diz que pode cortar os custos, mas que não se preocupa com gastos. O presidente-executivo, Reed Hastings, declarou que o nível de endividamento atual da companhia é um indicador de desempenho positivo no futuro.

"Um fluxo de caixa negativo será indicador de enorme sucesso", disse Hastings.


 A despeito do avanço dos concorrentes e de outras dificuldades, a empresa revolucionou o streaming continua crescendo. Mas se tornou alvo, e esse alvo só vai crescer.

Fonte:  MATTHEW GARRAHAN
 'FINANCIAL TIMES'

16 de set. de 2016

MOSTRA: PICASSO "MÃO ERUDITA"

Sinopse


Picasso Múltiplo
Mostra na Caixa Cultral reúne 109 obras do mestre espanhol, entre pinturas, gravuras, desenhos, escultura e cerâmicas

Em seus quase 92 anos de vida, o artista plástico espanhol Pablo Picasso (1881-1973) criou, de maneira incessante e compulsiva, uma obra inovadora e inigualável na história da arte. Celebrado como o gênio cubista de obras-primas como “As senhoritas de Avignon” (1907) e “Guernica” (1937), o malaguenho produziu milhares de peças nos mais variados suportes durante sua vasta carreira, entre pinturas , esculturas, desenhos, cerâmicas e gravuras. E é esse artista múltiplo, inquieto e incansável que a exposição “Picasso: mão erudita, olho selvagem” — em cartaz na Caixa Cultural desde terça, onde fica até o dia 20 de novembro — descortina ao público carioca.

Formada por peças do Museu Nacional Picasso-Paris, cuja maior parte da coleção é proveniente do acervo particular do próprio Picasso, a exibição tem curadoria de Emilia Philippot, de 34 anos, também curadora da instituição francesa.
Depois de passar por São Paulo, onde levou quase 400 mil pessoas ao Instituto Tomie Ohtake, a mostra traz ao Rio grandes trabalhos, como a escultura “Violão” (1924) e os quadros “Homem com violão” (1911), “Duas mulheres correndo na praia” (1922), “Banhistas jogando com bola” (1928), “Mulher chorando VII” (1937), “A cozinha” (1948) e “O beijo” (1969). No total, são 109 peças: 27 pinturas, 8 esculturas, 42 desenhos, 12 cerâmicas e 20 gravuras. Também enriquecem o mergulho no processo criativo de Picasso fotos de Pierre Manciet e de seu parceiro Andres Villers.

As dez seções da retrospectiva, organizadas cronologicamente, apresentam as diversas facetas do mestre espanhol; do jovem adolescente precoce que dominava os segredos da pintura, passando pelo revolucionário cubista e engajado, ao maduro senhor ainda apaixonado por mulheres e pela vida, que tirou arte de qualquer material até o último suspiro.
— Depois de comer um peixe, ele transformava a espinha em arte. Ele aproveitava tudo. Cada vez que criava algo, caso a peça tivesse alguma particularidade, ele a guardava. Quando Picasso morreu, sua família pagou os impostos da herança com obras dele, que viriam a formar o Museu Picasso-Paris. Por isso dizemos que esses são os “Picassos de Picasso” — explica Ricardo Ohtake, diretor do Instituto Tomie Ohtake, idealizador da mostra. 

Para o crítico de arte e professor do departamento de história da PUC-Rio Ronaldo Brito, Picasso foi o artista moderno por excelência:

— O que lhe interessava era formar e transformar. É o homem que quebrou a forma, cuja pulsão do fazer artístico responde também à era da máquina, à velocidade da vida moderna. Ele encarna a definição de “trans-formação”, com hífen mesmo. A amostragem exibida é significativa, não secundária. Quando saímos da última sala, só temos uma vontade: voltar.
1. O primeiro Picasso — Formação e influências

Destaques: “O homem de boné” (1895) e  “Café-concerto do Paralelo” (1900)

2. Picasso exorcista — As senhoritas de Avignon

Destaques: “Rapazinho nu” (1906), a escultura protocubista "Nu sentado" (1908) e os estudos para “As senhoritas de Avignon” (1907).

3. Picasso cubista — O violão

Destaques: "Homem com violão" (1911) e a escultura “Violão” (de 1924, ao lado).

4. Picasso clássico — A máscara da antiguidade

Destaques: “Duas mulheres correndo na praia” (1922) e "O baile da aldeia" (1922).

5. Picasso surrealista — As banhistas

Destaques: “Jogadores de bola na praia” (1928) e “Grande banhista com livro” (1937).

6. Picasso engajado — ‘Guernica’


Destaques: “Mulher chorando VII” (1937) e projeção do curta "Guernica" (1950), de Alain Resnais e Robert Hessens.

7. Picasso na resistência — Interiores e vanitas

Destaques: o autorretrato “O artista diante de sua tela” (1938) e "A cozinha" (1948)..

8. Picasso múltiplo — A alegria da experimentação

Destaque: seção de cerâmicas, como “Coruja com cabeça de mulher” (1953). 

9. Picasso trabalhando — ‘O mistério Picasso’


O nono módulo, na sala 2 do cinema da Caixa, exibe o documentário “O mistério Picasso” (1956), de Henri-Georges Clouzot, que registra o mestre trabalhando em seu estúdio, e “La vie commence demain” (1949), de Nicole Védrès, em sessão dupla (segunda a sexta, às 18h15m e às 20h15m; sábado e domingo, às 10h30m, às 13h, às 15h30m e às 18h).

10. O último Picasso — O triunfo do desejo


Destaques: “O beijo” (1969) e “O jovem pintor” (1972).

Serviço:

“Picasso: mão erudita, olho selvagem” 

Caixa Cultural. Av. Almirante Barroso 25, Centro — 3980-3815. Ter a dom, das 10h às 21h. Excepcionalmente, por causa da greve dos bancários, a visitação acontece de terça a sexta, das 18h30m às 21h; e aos sábados e domingos, das 10h às 21h. De sexta a domingo, a ação interativa Painting Experience promove a criação de telas digitais. Até 20 de novembro. Grátis. Livre.

Creditos: Sérgio Luz - O Globo